Tuesday, April 01, 2008

Aux Les Champs Elysées

Muito me tenho descuidado eu com este blog...antes de mais quero dizer que já tenho mais posts em atraso para além deste. Já estive por outras terras inglesas e ainda aqui não escrevi nada. Mas vai ter que ficar para mais tarde. Este tem que ser escrito enquanto ainda está fresco.
Depois de Nova Iorque, Paris!
Desde que inauguraram a nova estação de St. Pancras aqui ao lado de King's Cross, que achámos que devíamos ir de Eurostar até Paris num fim-de-semana. O facto de o comboio sair daqui e não de Waterloo como dantes só nos trouxe vantagens: encurta o tempo de viagem até Paris e encurta o tempo de viagem até à própria estação. No regresso, só para terem uma ideia da rapidez, demorámos 2h30 da Gare du Nord, em Paris, até à porta de casa, aqui em Londres.
Desta vez éramos quatro, os mesmo de Brighton. Saímos de casa Às 4h50 da manhã para apanhar o autocarro das 5h, que chegou pouco tempo depois. Estávamos em St. Pancras por volta das 5h30 da manhã. O check-in para o comboio deve ser feito até meia-hora antes da partida, que era às 6h30. É como ir para o Metro. Chega-se aos torniquetes e mete-se o bilhete. Só que depois há um controle rápido de passaportes e máquina de raio-x e detector de metais. Mas nisto não demorámos mais que 10mins. Apesar de a viagem em si ser mais demorada que de avião, o facto de ambas as estações serem nos centros das cidades, e o check-in e controle de segurança demorarem 10mins, acaba por compensar em relação ao avião.
Não sei como foi a viagem para Paris. Adormeci mal me sentei no comboio e acordei em Paris. Não dei por nada. Na vinda, vim a maior parte do tempo acordado. A viagem demora 2h15. De Londres a Dover são 30mins, a passagem do túnel da Mancha demora mais 30mins, e a restante 1h15 é de Calais a Paris. Nunca pára, e raramente abranda. E sinceramente, não senti a velocidade do comboio - é suave e sem grandes balanços.
Chegámos à Gare du Nord eram umas 10h da manhã de Paris. O nosso hotel era o Le Meridien Montparnasse, mesmo em frente à Gare de Montparnasse que fica na mesma linha da Gare du Norde, a cerca de 15/20 mins de Metro do hotel. Entre pequenos-almoços e check-ins no hotel, acabámos por sair para a Praça da Concórdia perto do 12h.
Antes de mais vou abrir aqui um parêntesis para fazer uma dissertação que deveria ter feito no post de NY.
A primeira coisa que fiz quando entrei no quarto de hotel foi ir ao WC. Não, não fui fazer nº1 nem nº2. Fui mesmo inspeccionar a sanita. Porquê?
Ora bem, eu não sabia disto, mas quando cheguei a NY e fui ao WC do hotel, encontrei a sanita cheia de água até quase às bordas...da sanita e não só. Pensei que estivesse entupida e a primeira reacção foi ir-me queixar à recepção. Mas antes puxei o autoclismo, só para ver o que acontecia. A água escoou toda para baixo, e voltou a encher....
Depois, a Vera disse-me que no aeroporto também era assim e vim a saber que é normal, por lá, a sanita estar cheia de água até cá acima.
Isto é estúpido! Ainda ninguém me conseguiu explicar porquê e eu também não consigo encontrar explicação, mas é incómodo! Como se não bastasse o comum salpico quando o nº2 é resultado dum belo caril da noite anterior, agora temos que ficar com a água ali a roçar as bordas? E depois não é só isso! Eu infelizmente não tive esse problema, mas há de haver aqueles pobres coitados que acabam por ficar com o zéquinha e sus muchachos quase submersos, não?
Alguém avise os americanos que isto não deve lá ser muito higiénico!
Felizmente, França, como país do 1º Mundo tal como Inglaterra e, vá, Portugal, não tem esse problema!
Pronto, quis só partilhar isto convosco.
Nesse dia choveu o dia quase todo, tal como no Domingo, mas não nos impediu de ir a lado nenhum.
Fomos primeiro para a Praça da Concórdia, ver o óbélix que lá está plantado, gamado do Egipto.
Daí subimos o jardim das Telheiras em direcção ao Louvre. Uma coisa que me desagradou em Paris - nenhum jardim ou caminho por parques está empredado. é tudo terra batida. O que, quando chove, se torna desagradável. Fica o apelo à prefeitura de Paris, para arranjar qualquer granitozinho para fazer isso.
Chegados ao Louvre, as filas eram razoáveis, mas não se perde muito tempo. E a entrada foram 9€, o que não me pareceu exagerado, apesar de em Londres a maior parte dos museus ser grátis.
Era um sítio onde eu queria passar algum tempo, depois de há 10 anos a minha mãe me ter por lá arrastado, e com as birras nem eu nem ela acabámos por ver nada de jeito.
Desta vez acabei por passar lá cerca de 1h30 que, para um museu que é suposto demorar 3 meses a ser visto, é pouco...mas fomos directos ao assunto e fomos ver a Mona Lisa e a Vénus de Milo, e as restantes obras dessa ala.
Do Louvre, descemos sempre em frente pelos Champs Elysées até ao Arco do Triunfo. A primeira metade dos Champs Elysées é, no fundo, a Avenida da Liberdade mas em grande. E em plano. A restante parte, até ao Arco, é essencialmente comercial, com muitas lojas de grandes marcas, mas já com demasiada confusão, ao estilo de Oxford St. No Arco, mais confusão, mas de carros. Caótico! Uns entram, outros saem, outros páram à entrada, outros no meio, outros à saída, uns controlam a rotunda, outros vão a direito, depois há uns peões burros que nem uma porta que, em vez de irem pelo túnel, amandam-se para a frente dos automóveis, enfim, uma alegria.
No Arco apanhámos o Metro para irmos para Notre Dame. O Metro. Gostei muito. Bem melhor que o de Londres e que o de Lisboa. Nem comparo com o de NY que achei horrível. O de Paris, anda certinho, a horas, nunca falha e vai a todo o lado. Em geral, as carruagens são recentes, e o facto de andar em pneus em vez de carris, torna-o confortável.
Saímos em Hotel de Ville que, ao que parece, significa câmara municipal. É um edifício portentoso, bem maior que a de Lisboa. Aí chovia tanto que acabámos por nos refugiar no Brioche Dorée...e mais não digo. Ficámos um bom bocado aí, onde o Edgar descobriu os maravilhosos Briochettes Au Chocolat, e só depois é que fomos para a Notre Dame, depois de atravessarmos o Sena. Atenção, atravessámos o Sena, não ultrapassámos o Senna, porque esse ninguém ultrapassa!
Chegados à Catedral, esperem, deixem-me emendar, Catedral é a Luz, a Notre Dame é uma reles catedral com letra pequena. Mas pronto, bonita, muito bonita, em especial porque naquele momento o céu abriu e o sol raiou sobre ela, e deu-nos uma bela fotografia de fim de tarde. Ainda conseguimos entrar e admirar os vitrais e as gárgulas, e depois voltámos ao Metro para ir até Montparnasse jantar ao HRC. Depois de ir a NY, Londres e ao de Lisboa, continuo a achar que os Hard Rock de Lisboa e NY são os mais bonitos. Este de Paris, tá giro, mas não é mais bonito que o nosso. Lá comprei a txértezinha da praxe para trazer de souvenir.
Eram ainda umas 21h quando decidimos ir para o hotel porque tinha sido um dia demasiado longo....
No dia seguinte, decidimos levantar-nos cedo (não tão cedo como o maluco que se tinha levantado às 7h para ir correr uns kms) e decidimos ir dar um passeio pelo Sena.
Antes parámos para o ponto alto do dia: o pequeno-almoço. Não porque havia croissants e brioches e café au lait, mas porque alguém que não vou nomear, mas cujo nome começa por "R" e acaba em "i" e tem um "u" no meio, enquanto comia os seus ovos pergunta: "Qual é que é a gema do ovo? A amarela ou a branca?". Claro que que orgia de riso que se seguiu nos alimentou o àsuficiente para o resto do dia. Depois de já andarmos pelas quai do Sena, às tantas, lá me convenceram que seria interessante um cruzeiro. E lá fui atrás, e meti-me num barquito daqueles que sobe e desce o Sena, passando pelas atracções turísticas. Teve piada, mas piada piada tinham as bordoadas da guia que, sendo francesa, falava tão mal Francês como Inglês e não acertava uma referência sobre os monumentos. Sabíamos mais nós que ela. Pena que como o rio estava muito alto da chuva, não deu para ir ver a Estátua da Liberdade, para comparar com a outra.
Depois do cruzeiro, seguimos o nosso passeio a pé até à Torre Eiffel, onde não tinha ido da primeira vez em Paris. Estavam umas filas jeitosas para os quatro pilares, e escolhemos a que era mais pequena, porque só dava para subir a pé...mas fomos, e fomos, e fomos, e fomos...mais de 700 degraus até ao segundo patamar. As fotos que tenho são do primeiro, porque achei que não se devia notar grande diferença. Pensávamos apanhar o elevador para subir até ao topo mesmo, mas ainda tinha que se pagar mais, então decidimos não ir. Fica para a próxima.
Saídos da Torre Eiffel subimos a alameda do Técnico, até ao Trocadéro para tirar as melhores fotos. Aí apanhámos o Metro para a Sacré Coeur. Foi a parte pior. A zona de Montmartre, ali ao redor de Sacré Coeur e até Pigalle é muito má frequentada, fez-me lembrar o Intendente. Mas com a subida até lá a coisa melhora. Tem provavelmente a melhor vista de Paris, mais que a própria Torre. Também entrámos, tal como na Notre Dame, mas não tirámos fotos.



Da igreja, não podíamos ter ido para outro sítio senão o Moulin Rouge! Descemos e fomos rua abaixo. Do piorio. Nunca vi tanta sex shop junta! Mas pronto, conseguimos ultrapassar todos os pervertidos e ir tirar a foto do moinho.
Daqui voltamos aos Champs Elysées para dar um passeio e ir jantar.
Nessa noite decidimos ir sair, mas não sem antes voltar à Torre para umas fotos nocturnas.
Do Técnico fomos até à Bastilha. Lá descobrimos umas ruazinhas muito concorridas, que me fizeram lembrar o Bairro Alto. No entanto, tínhamos uma dica para irmos à Rue Oberkampf. E deixámos a Bastilha para trás e fomos procurar. Mas não encontrámos...Andámos a rua toda e não encontrámos vida nocturna nenhuma....Acabámos por parar num café onde ficámos até tarde e depois ir para o hotel.
No último dia, depois do maluco ter ido correr mais uns kms, tentámos ir às catacumbas, mas estavam fechadas. Decidimos então seguir para o Musée D'Orsay, que tem essencialmente impressionismo. É essencialmente uma continuação do Louvre, num edíficio adaptado de uma gare, onde têm Manets, Rodins e outros que tais. Daqui fomos almoçar perto, mais uma vez do Hotel de Ville, e decidimos ir por fast food mesmo porque até aí as refeições não tinham custado menos de 20 Euros por pessoa.
Logo ali ao virar da esquina tem o centro Georges Pompidou, que queríamos també ir ver por dentro. Quer dizer, por dentro vê-se por fora, porque a ideia do edíficio é estar virado do avesso, mas ainda não tinha entrado lá, e continuo sem ter entrado, porque tinha umas filas jeitosas.
Por esta altura já chovia bem outra vez, mas como não havia mais nada para fazer fomos dar mais um passeio para o Sena. Quer dizer, havia sempre algo para fazer, quanto mais não fosse o nosso mais recente passatempo: contar Tugas em Paris. Até voltarmos, a contagem ia em cerca de 70, mas não topámos emigrantes, era mesmo tudo turistas.
Depois disto fomos ao hotel buscar as malas e seguimos mais uma vez para a Gare du Nord, para apanhar o Eurostar.

Esta fica por aqui, espero rapidamente postar Stonehenge, Bath e Salisbury.

Té já!

Monday, February 04, 2008

02 / 02 /2008 - LX

Este não será o post comum para relatar as aventuras, até porque não houve muitas aventuras neste fim-de-semana de aniversário que fui passar a Lisboa.
Primeiro quis aqui deixar o vídeo do salto de que falei no post anterior. Como era muito grande dividi-o em três pequenos. O primeiro tem o salto como foi feito, o segundo tem o mesmo em câmara lenta e o terceiro tem a aterragem.













Quanto ao fim-de-semana passou-se rápido, podia ter sido melhor aproveitado, mas graças aos amigos que estiveram presentes foi mais uma viagem que valeu a pena. E para eles é este post, em forma de singelo tributo para todos os que fizeram questão de lá estar. Para aqueles que estiveram no Bairro Alto na Sexta, que me obrigaram a beber o primeiro shot...e para os que pagaram as bebidas, para Ti que me deste mais uma prenda magnífica para além de ma dares todos os dias estando lá ao meu lado, para a menina que fez questão de lá ir entregar a t-shirt às 2h da madrugada, para aquele me acordou ao 12h e achou que não era hora para estar na cama, para os que estiveram no almoço de Sábado e me compraram o bolo e me obrigaram a trazer uma caixa de alheiras, para aqueles com quem consegui passar a tarde, para aqueles com quem joguei Guitar Hero, para as duas "Dras." que fizeram questão de peguntar sobre o meu número para me poderem fazer aquele telefonema, para aqueles que fizeram questão de estar presentes no jantar e acabaram por comer sushi pela primeira ou segunda vez na vida, para os que se perderam ao ir para minha casa e acabaram na Amadora, para os que cantaram os parabéns, para os que deram presentes sem haver necessidade e acertaram na mouche, para os que estiveram no Bairro Alto no Sábado mesmo depois de uma maratona no IKEA e de uma semana no Centro de Cuidados Continuados de Mafra (vou fingir que me esqueço do beijo), para os que deram os parabéns adiantados, para os que mesmo atrasados não deixaram de telefonar, enfim, isto já começa a parecer um anúncio da Coca-Cola, e antes que as lágrimas de xarope de caramelo com gás comecem a escorrer, fica aqui para vocês, melhores dos amigos, as fotos que houve tempo para tirar.


















Espero que o próximo post seja menos emotivo e mais animado a contar mais uma aventura no estrangeiro, que deve ser lá para o final de Março. Pelo meio há uns quantos concertos, vamos lá ver se arranjo tempo para os relatar.

Sunday, January 20, 2008

Jingle Balls...jingle all the way!

Desde a última vez que aqui vim escrever já muito se passou e, sinceramente, não me apetece escrever sobre tudo...devia ter sido mais atencioso convosco e menos desleixado e ter vindo cá mais regularmente.
Que se passou entretanto? Bem, entre os concertos do costume, entre os quais The Hives, Shai Hulud e a Black Crusade Tour (Shadows Fall, Arch Enemy, Dragonforce, Trivium e Machine Head) e Voodoo Glow Skulls, ainda consegui ir a Lisboa em Novembro num fim-de-semana, para depois voltar para fazer as compras de Natal, para ir até Lisboa de novo em Dezembro para passar duas semaninhas com a família e amigos.
Todos estão à espera que eu fale do grande acontecimento desta altura, mas já lá vamos.
A viagem desta vez, e como seria de esperar não correu assim tão bem.
Na véspera um amigo tinha-me desejado "Boa viagem...até ao avião!". Porquê até ao avião? Porque, normalmente, o que corre mal é todo o percurso até ao aeroporto. Pois, mas desta vez, foi ao contrário: correu tudo bem até entrarmos no avião. O nevoeiro obrigou-nos a ficar retidos, dentro do aparelho umas 2h. Chegámos a LX com 3h de atraso, o que me impediu de ir ao jantar de Natal dos ex-colegas, apesar de ainda ter conseguido lá ir ter para a troca de prendas, prenda que por acaso ainda deve andar lá pelo restaurante....
Mais uns diazitos e era Natal. Entretanto conseguimos estar com os amigos todos e com as famílias todas! Aqui fica a foto de La Famiglia!



Jantares e almoços de família e amigos foram coisas que não faltaram.
Chegou entretanto o famigerado dia da troca de prendas, porque afinal o Natal não é só estar com a família, também há que dar e receber aquilo em que se gastou dinheiro!
E apesar de ter dado muito, fui apanhado de surpresa pelo presente que a Vera me ofereceu. Então, à falta de bonequinhos dos Transformers ou de jogos para a Wii, decidiu dar-me ou antes mandar-me saltar de um avião...daí a 3 dias!
Bem...que é que eu podia fazer? Dia 28 às 8h da manhã, metemo-nos com os meus pais no carro, e fomos para o aeródromo de Évora para saltar...
Chegámos mais cedo que o combinado e deu para atestar as condições atmosféricas. Estava um dia lindo, apesar de ser final de Dezembro, sem nuvens mas um bocadinho frio.
Entretanto o instrutor chegou, e foi fazendo o briefing. Seria um salto tandem (sim, agarradinho a ele), a cerca de 7 mil pés, com 40 segs em queda livre e uns 6 mins de páraquedas aberto até ao chão. O salto não requer preparação nenhuma em especial. Vamos vestidos com a roupa normal para a época, vestem-nos um fato como o abaixo (ignorem as partes que têm cor-de-rosinha e azul-cueca), um capacete que faz a cabeça parecer um pepino, uns óculos de plástico por causa do vento e o arnés.
Há instruções básicas como, saltar com os braços cruzados e os calcanhares a tocarem no fundo da fuselagem do avião, para depois os abrir em 90º e contorcer o tronco de modo a que as pernas estejam quase a tocar-nos no rabo, quando iniciamos a queda.
Depois braços cruzados antes de abrir o páraquedas, e na aterragem pernas levantadas e esticadas para a frente.

Depois de tudo vestido e verificado, esperámos uns 10mins pelo aviãozinho que nos ia levar lá para cima, um bimotor que levava umas 10 pessoas que connosco iam saltar, todos prós, que iam saltar um a um. Não consigo precisar quanto tempo demorou até chegarmos aos 7 mil pés, mas diria que uns 10mins...o que mais me surpreendeu foi a descolagem, que é muito mais suave que um jacto comercial.
Chegada a altura de saltar, o portão traseiro abre-se e os que vão sozinhos saltam. Por esta altura, o instrutor já me tinha ligado a ele, e só precisei de me sentar na borda do avião com os pés de fora, e esperar que ele se mandasse. Connosco ia um operador de câmara que gravou o vídeo de tudo. Como ele ia a falar comigo e a chamar a minha atenção, nem dei por nos lançarmos. Quando dei por mim já ia a cair.
A primeira sensação é de muito, muito frio!! Especialmente no final de Dezembro!
A segunda sensação é de falta de ar, julgo que é por isso que temos que ir de cabeça levantada a olhar para o horizonte e não a olhar para baixo. Mas mesmo quando se olha para baixo,vnão se tem a sensação de ir a cair, só a planar mesmo. A sensação de falta de ar é como se fôssemos de automóvel na auto-estrada e abríssemos a janela e puséssemos a cabeça de fora. Quanto ao fluxo de adrenalina, só o consegui comparar a bodyboard ou surf, para quem já esperimentou, quando as ondas estão maiorzitas e se vai a remar para o outside e vemos a onda a aparecer mesmo por cima de nós e tem que se fazer o duckdive, mas há aquele momento em que não se sabe se havemos de passar por baixo ou por cima da onda. Pronto, é mais ou menos isso mas multiplicado por 1000.
Os 40 segs assim parecem mais largos minutos. Passado isso, o instrutor dá indicação para passar à posição de abertura do páraquedas, e o páraquedas abre. De toda a experiência, esta para mim foi a parte menos agradável, julgo que devido ao facto de estar muito apertado...não sei se repararam pela foto, mas o equipamento passa por zonas algo sensíveis que quando apertadas em demasia...
Adiante, foram mais 5/6 minutos de páraquedas aberto. Nesta parte dá para gozar a paisagem toda em redor, e ver mais claramente a aproximação ao solo. Mas esta só se nota especialmente nos últimos 20 metros ou assim.
Depois, é deixar o instrutor aterrar. E pronto, são e salvo, mas muito, muito, muito surdo. Os ouvidos muito entupidos, ainda fiquei o resto do dia sem ouvir nada!
O resto do dia, já depois de mudar de boxers e de calças, deu para passear pela cidade de Évora onde já não ia há uns 10 anos.

Entretanto, recebi em Lx o vídeo de todo o salto, que vou tentar pôr na net assim que puder, mas provavelmente só quando voltar de Lx em Fevereiro. Entretanto, fiquem atentos, que assim que estiver online, eu aviso.

Ainda nessa noite, consegui a jantarada com os melhores dos amigos, e não se esqueçam que há outra brevemente, em local já designado (o mesmo da outra vez).

O resto do tempo foi aproveitado para me refazer do susto, claro, e descansar essencialmente. Nada de assinalar quanto ao fim de ano (Ice, ficas responsável por começar já a organizar o do próximo ano, seja em NY, seja onde quiseres), e depois foi mesmo o regresso à base no ínicio de Janeiro.
Ah, deixo só mais uma foto da Joanita, tão fofinha!!!



Entretanto, mais 2 semanitas e já estou por aí, para arranjar mais histórias para contar!!!

Monday, November 05, 2007

I wanna be a New York Ranger, I wanna live a life of danger!

Este não vai ser um post sobre as aventuras por Inglaterra ou Portugal. Desta vez fui mais longe, atravessei o Atlântico!
A viagem já estava marcada há uns meses, e chegado o dia lá nos metemos a caminho dos EUA.
Começou mal. Saímos de casa às 6:30 da manhã para um vôo que era às 10:30. Apanhámos logo o autocarro para London Bridge para apanhar o comboio. Chegámos lá por volta das 7h, e o comboio demorava meia-hora...em dias normais, porque calhou não haver comboios directos mais uma vez. Tivemos que apanhar um comboio até meio do caminho e depois outro. Mas o primeiro comboio não passou de marcha lenta. Demorou 45 mins a fazer metade do caminho, já me começava a imaginar voltar para casa com as malas...chegámos a meio caminho, perdemos o outro comboio. Metemo-nos no seguinte, e a primeira coisa que aconteceu foi pedirem-nos o bilhete que, não era daquela companhia, logo não podíamos ali estar. Mas o fiscal foi simpático e era só uma paragem. Mesmo assim chegámos ao aeroporto com umas 2h15 de antecedência. O check-in, apesar de muita gente, até foi rápido, pois eles têm funcioários a fazer um pré check-in com laptops que verificam logo os passaportes e as passagens. Ah, e aqui começaram os interrogatórios. Donde vêm, para onde vão, quanto tempo vão ficar, onde vão ficar, qual o objectivo da viagem, onde moram, há quanto tempo...tudo isso e mais que não me lembro.
Depois veio o pior, o controle de segurança. Tivemos que esperar 1h30 para passar nos detectores de metais...e claro que para além disso tivemos quase que nos despir. Chegamos ao free-shop já era a última chamada para o vôo...lá tivemos que correr, ainda ser revistados mais uma vez, e depois lá conseguimos entrar no avião. Dpois foram 8h de voo, a maior parte das quais passadas a dormir...e a ver os filmes que iam dando.
Chegámos ao aeroporto de Newark eram umas 13h45 hora local. Depois de sair do avião ainda íamos ter que esperar pelas malas mas pior que isso, tínhamos que passar na alfândega e na imigração, onde tínhamos que entregar os questionários que nos tinham dado a bordo, onde perguntavam, desde quanto dinheiro levávamos, até se tínhamos perseguido judeus na Alemanha nazi...
Na Imigração ainda nos tiraram a foto e para além das perguntas que já tinham feito anteriormente, tiraram as impressões digitais dos indicadores.
De seguida, foi apanhar o comboio para o centro, que demora 20mins e sai por baixo do Madison Square Garden. Pelo meio ficaram as paisagens horríveis de ferros-velhos e fábricas abandonadas de Newark e New Jersey.
A primeira impressão quando se sai da estação é de que é tudo enorme! Passeios, estradas, edifícios, automóveis! O hotel era mesmo em frente, e era também enorme, inclusivamente o átrio. Tinha 18 andares, e alguns 100 quartos por andar. Fez-me lembrar o Shining...sempre que ia nos corredores estava à espera que aparecesse o puto no triciclo...
O quarto era pequenito, mas tinha o essencial. Cama, TV e WC com duche.
Nesse dia, Sábado lá, saímos logo para ainda aproveitar o que restava do dia. Fomos logo ver umas lojas que sabíamos que eram ali perto, passámos no Empire State Building, e depois subimos a 5ª Avenida até ao Central Park. Ainda passámos pela igreja de St. Patrick, Trump Tower, delegação do ICEP, Chrysler Building...Continuava tudo a ser enorme, desde as lojas ao próprio parque...quer-me parecer que o centro de Lisboa quase que cabe lá dentro...Lá andavam as charretes puxadas a cavalo como nos filmes, mas o que o filme não transmite é o cheiro...
Atravessámos até à Broadway, e daí descemos até Times Square que põe Piccadilly Circus a um cantinho...quase que parece que é de dia quando lá se chega, tanta que é a luz! E a quantidade de gente! Nesse dia jantámos por ali mesmo, num buffet chinês. Depois andámos até ao hotel, que era a uns quarteirões dali (neste dia não nos metemos no Metro), chegámos ao quarto, arrumámos as coisas e acho que ainda não eram 22h quando adormeci...
No dia seguinte acordámos cedo para irmos, antes de mais, comprar uma máquina digital decente! Ah, e era o dia de anos da Vera, por isso tínhamos que o preencher bem.
Fomos a uma loja de judeus ortodoxos (isso mesmo) recomendada por uma amiga. Depois de pequeno almoço no Starbucks, ainda não estava aberta quando chegámos e já havia fila. Lá dentro demorámos uns 10mins. Ou se sabe ao que se vai, ou então esqueçam. Fila, empregado, que deseja, tome lá, pague, xau e volte sempre!
E aqui começámos a visita a sério. Daí fomos para o Guggenheim. Primeira grande desilusão! Estava entaipado, com andaimes e em obras! Não dava para ver o edíficio! Entrámos, e aqui começaram as borlas. Em qualquer museu, basta-me à entrada mostrar o meu cartão de empregado dessa grande instituição que é o DB, para entrar de borla...e com as pessoas que me apetecer. Quase que fazem vénias. Por lá, vale mais a arquitectura do edifício que grande parte das obras, mas fiquei muito orgulhoso me deparar com um Vieira da Silva lá exposto.
À saída tivemos que experimentar o típico hotdog novaiorquino na rua, e acabou por ser o nosso almoço. De seguida, atravessámos Central Park (Este-Oeste não Sul-Norte, que isso são quilómetros!) e depois apanhámos o metro para o sul de Manhattan, para irmos ao Ground Zero.
Segunda grande desilusão: o Metro! Horrível! Sujo, sem horários, sem ligações, têm que se andar kms para chegar a uma estação que depois só tem destinos muito limitados. Entra-se na estação, paga-se bilhete, e só depois na plataforma é que se sabe se há metro ou não. Se vier vem, se não vier azar...E nunca se sabe quando vem...não há nada que o diga. Tem uma coisa boa. Tem A/C que funciona!
Ora, o metro levou-nos à terceira desilusão: o Ground Zero. Provavelmente para quem conheceu o WTC, tem impacto. Para mim não teve. É um estaleiro de obras...e o memorial que lá há é um cartaz com nomes e com uma bandeira por cima...espero para ver o fim das obras.
Daí fomos a pé até à Ponte de Brooklyn, que correspondeu às expectativas. Não atravessámos toda, fomos só até meio, mas deu para ver as duas margens: Manhattan e Brooklyn. Voltámos para trás e fomos andando a pé pela Broadway até Canal St, perto de Chinatown e aí apanhámos o metro para o Empire State Building. Aqui apanhámos a primeira fila e controle de segurança. Demorámos uns 45mins na fila, mas depois o elevador até ao 80º andar é rápido! Mas depois como tínhamos que ir apanhar outro elevador até ao 86º, decidimos ir a pé. Lá em cima é a vista que podem ver nas fotos...nada a dizer.
Depois disso, ainda houve tempo de ir ver o Radio City Music Hall, os estúdios da NBC e a loja para comprar uns souvenirs do Conan O'Brien e do Seinfeld, e o Rockefeller Center com o pessoal a patinar no gelo.
Daqui fomos de metro para Times Square para ir ao Hard Rock Café fazer o jantar de aniversário. Fiquei fã deste HRC porque tinha a guitarra do Dimebag exposta e consegui comprar o ursinho amaricado que o meu colega, que veste de cor-de-rosa e vê a Oprah, me tinha pedido!!














Na segunda-feira fomos a Liberty Island para ver a estátua de perto. Tivemos que ir de metro até Battery Park onde se apanha o Ferry. Tínhamos duas hipóteses: ferry de borla para Staten Island, mas que não pára em Liberty Island ou ferry a pagar até Liberty Island e Ellis Island onde os imigrantes eram recebidos. Decidimos pagar, e para isso ficámos uma hora na fila que dava a volta a todo o parque, para entrarmos no barco. Claro que antes lá tivemos que passar por uma tenda com detectores de metais e sermos todos revistados antes de entrar no barco.
À medida que o barco se afasta começa-se a ter uma perspectiva maior de Manhattan e para mim acabou por ser a melhor maneira de a ver porque se vê toda a skyline, em vez de se ver de cima como no ESB. Com a aproximação à ilha e com a estátua a tornar-se cada vez maior é que se fica com a sensação da imponência do monumento. Apesar de por ali haver coisas bem maiores, estar na presença de tal símbolo causa impressão.
Atracámos à ilha e saímos. Demorámos meia-hora a dar a volta à ilha, que pouco mais tem do que a estátua, mas deu para tirar umas fotos fixes ao centro. Voltámos ao ferry, parámos em Ellis Island, mas nem saímos. Nesse dia estava tanto frio como hoje mesmo por aqui por Londres, e meia hora depois estávamos de volta a Battery Park. Daqui fomos a pé até Wall Street. Subimos mais uma vez a eterna Broadway até à intersecção com a tal rua, que mais não é do que um beco, comparando com a enormidade das outras artérias...mesmo comparando com uma rua em Lisboa, Wall Street é um beco. Fomos até ao edifício da NYSE (depois do NASDAQ em Times Square), e ficámos mesmo por aí. Depois andámos até Union Square na perseguição à camisola dos Detroit Red Wings que não encontrava em lado nenhum. Nesta altura, perdemos algum tempo nas compras mesmo, mas ainda conseguimos passar no Flatiron (se não sabem o que é, quando virem na foto hão-de reconhecer o edifício). Conseguimos andar, andar até quase ao Central Park até encontrarmos a loja da NHL onde consegui comprar a porra da camisola.
Terça-Feira. Era o último dia inteiro em NYC, por isso queríamos ir aos bairros típicos. Então saímos directos para Chinatown, que é gigantesca! Aqui em Londres, aquilo a que chamam Chinatown é essencialmente meia-dúzia de ruas com dois arcos. Lá, como tudo o resto, é em grande. É uma cidade só por si. Vêem-se muitos turistas mas essencialmente, vêem-se chineses. Não Nova Iorquinos, chineses mesmo, que na sua maior parte aposto que nunca sequer falaram uma palavra de inglês. E prova disso era virem ter connosco com catálogos de malas e relógios de marcas falsificadas a falar em Chinês. Só apontavam e falavam em chinês, mais nada. E sempre numa correria e gritaria para todo o lado. E montes de gente...
Daí fomos para Little Italy, que é pegada a Chinatown e distingue-se só porque é pejada de restaurantes italianos com gangsters Soprano-style a servirem de segurança à porta. Sentimo-nos tão seguros que ficámos ali mesmo para almoçar, e não nos arrependemos. Come-se bem e não se paga muito. E ganhámos combustível para a viagem até ao American Museum of Natural History, que se seguiu a uma breve passagem pelo SoHo. Tenho que fazer uma inevitável comparação com o Museu de História Natural daqui. Este dá-me ideia que tem mais dinossauros! Mas o estilo é o mesmo, pelo menos em termos arquitéctónicos. Quanto às exposições, para além dos dinossauros, a que mais me impressionou foi a dos animais empalhados. Eles têm lá elefantes e hipopótamos, mas fiquei na dúvida se esses serão empalhados ou não...é que se são é impressionante...Saindo daqui, andámos mais uma vez, e andámos até ao Chrysler Building. Quer dizer, não chegámos bem lá. O que queríamos era uma foto fixe com o Chrysler ao fundo, e para isso fomos só até Grand Central Station. Mais uma vez, mesmo à filme. Estão a ver aquela estação de comboios com um hall gigantesco que aparece em tudo o que é filme ou série passada em NY? Majestosa! Não esperava uma coisa assim, é de tirar a respiração quando se entra lá. Pena não ter conseguido uma foto decente. Para ter a impressão é mesmo preciso lá ir...Para terminar o dia fomos até Times Square ao ESPN Zone jantar. ESPN Zone é o bar/restaurante do canal de desporto, então são dois pisos estilo Hard Rock Café só com ecrãs a dar tudo o que for possível de desporto. E aí terminámos o dia. Tínhamos que ir para o hotel fazer as malas para no dia seguinte voltarmos.
No dia da vinda de manhã, ainda conseguimos ir ver o Museum of Modern Arts (MoMA). Mais uma vez, entrada vip com o cartão do DB, e desta vez até tive direito a bengaleiro vip! Sem filas!!
Como o nome indica, arte moderna. Escultura, pintura, fotografia e design deste século, ou antes, destes dois últimos...Picasso, Andy Warhol, Cézanne, Van Gogh, etc. O que mais salta à vista é o Les Demoiselles d'Avignon do Picasso (não é este da foto). Ah claro, e o Jaguar Type-E.
Depois disto, almoçámos, comprámos a biografia do Slash, almoçámos e pegámos nas malas e aeroporto.
Quero só mencionar que, enquanto que em Londres, na ida para NY, demorámos 1h30 só para passar o controle de segurança, em NY, do hotel até à porta de embarque demorámos cerca de 1h15...(isto inclui comboio, check-in e controle de passaportes)...que tristeza de autoridades que temos por aqui...
Por curiosidade, só para ficarem a saber, os chocolates que comprámos no dutyfree não nos foram entregues quando pagámos. Só quando estávamos a entrar no avião é que os distribuíram pelos passageiros...curioso.
Depois de mais 7h de voo a ver os Transformers, lá chegámos. A mala da Vera chegou partida, reclamámos à Continental, comprámos mala nova e eles pagaram por inteiro. A vinda para casa
foi tão má como a ida para o aeroporto. Mais uma vez, não conseguimos comboi directo e demorámos uma 1h30 a chegar a casa...mas chegámos, e foi uma bela viagem!! Até à próxima, que se calhar é mais próxima do que vocês pensam!!!!! ;-))