Tuesday, April 01, 2008

Aux Les Champs Elysées

Muito me tenho descuidado eu com este blog...antes de mais quero dizer que já tenho mais posts em atraso para além deste. Já estive por outras terras inglesas e ainda aqui não escrevi nada. Mas vai ter que ficar para mais tarde. Este tem que ser escrito enquanto ainda está fresco.
Depois de Nova Iorque, Paris!
Desde que inauguraram a nova estação de St. Pancras aqui ao lado de King's Cross, que achámos que devíamos ir de Eurostar até Paris num fim-de-semana. O facto de o comboio sair daqui e não de Waterloo como dantes só nos trouxe vantagens: encurta o tempo de viagem até Paris e encurta o tempo de viagem até à própria estação. No regresso, só para terem uma ideia da rapidez, demorámos 2h30 da Gare du Nord, em Paris, até à porta de casa, aqui em Londres.
Desta vez éramos quatro, os mesmo de Brighton. Saímos de casa Às 4h50 da manhã para apanhar o autocarro das 5h, que chegou pouco tempo depois. Estávamos em St. Pancras por volta das 5h30 da manhã. O check-in para o comboio deve ser feito até meia-hora antes da partida, que era às 6h30. É como ir para o Metro. Chega-se aos torniquetes e mete-se o bilhete. Só que depois há um controle rápido de passaportes e máquina de raio-x e detector de metais. Mas nisto não demorámos mais que 10mins. Apesar de a viagem em si ser mais demorada que de avião, o facto de ambas as estações serem nos centros das cidades, e o check-in e controle de segurança demorarem 10mins, acaba por compensar em relação ao avião.
Não sei como foi a viagem para Paris. Adormeci mal me sentei no comboio e acordei em Paris. Não dei por nada. Na vinda, vim a maior parte do tempo acordado. A viagem demora 2h15. De Londres a Dover são 30mins, a passagem do túnel da Mancha demora mais 30mins, e a restante 1h15 é de Calais a Paris. Nunca pára, e raramente abranda. E sinceramente, não senti a velocidade do comboio - é suave e sem grandes balanços.
Chegámos à Gare du Nord eram umas 10h da manhã de Paris. O nosso hotel era o Le Meridien Montparnasse, mesmo em frente à Gare de Montparnasse que fica na mesma linha da Gare du Norde, a cerca de 15/20 mins de Metro do hotel. Entre pequenos-almoços e check-ins no hotel, acabámos por sair para a Praça da Concórdia perto do 12h.
Antes de mais vou abrir aqui um parêntesis para fazer uma dissertação que deveria ter feito no post de NY.
A primeira coisa que fiz quando entrei no quarto de hotel foi ir ao WC. Não, não fui fazer nº1 nem nº2. Fui mesmo inspeccionar a sanita. Porquê?
Ora bem, eu não sabia disto, mas quando cheguei a NY e fui ao WC do hotel, encontrei a sanita cheia de água até quase às bordas...da sanita e não só. Pensei que estivesse entupida e a primeira reacção foi ir-me queixar à recepção. Mas antes puxei o autoclismo, só para ver o que acontecia. A água escoou toda para baixo, e voltou a encher....
Depois, a Vera disse-me que no aeroporto também era assim e vim a saber que é normal, por lá, a sanita estar cheia de água até cá acima.
Isto é estúpido! Ainda ninguém me conseguiu explicar porquê e eu também não consigo encontrar explicação, mas é incómodo! Como se não bastasse o comum salpico quando o nº2 é resultado dum belo caril da noite anterior, agora temos que ficar com a água ali a roçar as bordas? E depois não é só isso! Eu infelizmente não tive esse problema, mas há de haver aqueles pobres coitados que acabam por ficar com o zéquinha e sus muchachos quase submersos, não?
Alguém avise os americanos que isto não deve lá ser muito higiénico!
Felizmente, França, como país do 1º Mundo tal como Inglaterra e, vá, Portugal, não tem esse problema!
Pronto, quis só partilhar isto convosco.
Nesse dia choveu o dia quase todo, tal como no Domingo, mas não nos impediu de ir a lado nenhum.
Fomos primeiro para a Praça da Concórdia, ver o óbélix que lá está plantado, gamado do Egipto.
Daí subimos o jardim das Telheiras em direcção ao Louvre. Uma coisa que me desagradou em Paris - nenhum jardim ou caminho por parques está empredado. é tudo terra batida. O que, quando chove, se torna desagradável. Fica o apelo à prefeitura de Paris, para arranjar qualquer granitozinho para fazer isso.
Chegados ao Louvre, as filas eram razoáveis, mas não se perde muito tempo. E a entrada foram 9€, o que não me pareceu exagerado, apesar de em Londres a maior parte dos museus ser grátis.
Era um sítio onde eu queria passar algum tempo, depois de há 10 anos a minha mãe me ter por lá arrastado, e com as birras nem eu nem ela acabámos por ver nada de jeito.
Desta vez acabei por passar lá cerca de 1h30 que, para um museu que é suposto demorar 3 meses a ser visto, é pouco...mas fomos directos ao assunto e fomos ver a Mona Lisa e a Vénus de Milo, e as restantes obras dessa ala.
Do Louvre, descemos sempre em frente pelos Champs Elysées até ao Arco do Triunfo. A primeira metade dos Champs Elysées é, no fundo, a Avenida da Liberdade mas em grande. E em plano. A restante parte, até ao Arco, é essencialmente comercial, com muitas lojas de grandes marcas, mas já com demasiada confusão, ao estilo de Oxford St. No Arco, mais confusão, mas de carros. Caótico! Uns entram, outros saem, outros páram à entrada, outros no meio, outros à saída, uns controlam a rotunda, outros vão a direito, depois há uns peões burros que nem uma porta que, em vez de irem pelo túnel, amandam-se para a frente dos automóveis, enfim, uma alegria.
No Arco apanhámos o Metro para irmos para Notre Dame. O Metro. Gostei muito. Bem melhor que o de Londres e que o de Lisboa. Nem comparo com o de NY que achei horrível. O de Paris, anda certinho, a horas, nunca falha e vai a todo o lado. Em geral, as carruagens são recentes, e o facto de andar em pneus em vez de carris, torna-o confortável.
Saímos em Hotel de Ville que, ao que parece, significa câmara municipal. É um edifício portentoso, bem maior que a de Lisboa. Aí chovia tanto que acabámos por nos refugiar no Brioche Dorée...e mais não digo. Ficámos um bom bocado aí, onde o Edgar descobriu os maravilhosos Briochettes Au Chocolat, e só depois é que fomos para a Notre Dame, depois de atravessarmos o Sena. Atenção, atravessámos o Sena, não ultrapassámos o Senna, porque esse ninguém ultrapassa!
Chegados à Catedral, esperem, deixem-me emendar, Catedral é a Luz, a Notre Dame é uma reles catedral com letra pequena. Mas pronto, bonita, muito bonita, em especial porque naquele momento o céu abriu e o sol raiou sobre ela, e deu-nos uma bela fotografia de fim de tarde. Ainda conseguimos entrar e admirar os vitrais e as gárgulas, e depois voltámos ao Metro para ir até Montparnasse jantar ao HRC. Depois de ir a NY, Londres e ao de Lisboa, continuo a achar que os Hard Rock de Lisboa e NY são os mais bonitos. Este de Paris, tá giro, mas não é mais bonito que o nosso. Lá comprei a txértezinha da praxe para trazer de souvenir.
Eram ainda umas 21h quando decidimos ir para o hotel porque tinha sido um dia demasiado longo....
No dia seguinte, decidimos levantar-nos cedo (não tão cedo como o maluco que se tinha levantado às 7h para ir correr uns kms) e decidimos ir dar um passeio pelo Sena.
Antes parámos para o ponto alto do dia: o pequeno-almoço. Não porque havia croissants e brioches e café au lait, mas porque alguém que não vou nomear, mas cujo nome começa por "R" e acaba em "i" e tem um "u" no meio, enquanto comia os seus ovos pergunta: "Qual é que é a gema do ovo? A amarela ou a branca?". Claro que que orgia de riso que se seguiu nos alimentou o àsuficiente para o resto do dia. Depois de já andarmos pelas quai do Sena, às tantas, lá me convenceram que seria interessante um cruzeiro. E lá fui atrás, e meti-me num barquito daqueles que sobe e desce o Sena, passando pelas atracções turísticas. Teve piada, mas piada piada tinham as bordoadas da guia que, sendo francesa, falava tão mal Francês como Inglês e não acertava uma referência sobre os monumentos. Sabíamos mais nós que ela. Pena que como o rio estava muito alto da chuva, não deu para ir ver a Estátua da Liberdade, para comparar com a outra.
Depois do cruzeiro, seguimos o nosso passeio a pé até à Torre Eiffel, onde não tinha ido da primeira vez em Paris. Estavam umas filas jeitosas para os quatro pilares, e escolhemos a que era mais pequena, porque só dava para subir a pé...mas fomos, e fomos, e fomos, e fomos...mais de 700 degraus até ao segundo patamar. As fotos que tenho são do primeiro, porque achei que não se devia notar grande diferença. Pensávamos apanhar o elevador para subir até ao topo mesmo, mas ainda tinha que se pagar mais, então decidimos não ir. Fica para a próxima.
Saídos da Torre Eiffel subimos a alameda do Técnico, até ao Trocadéro para tirar as melhores fotos. Aí apanhámos o Metro para a Sacré Coeur. Foi a parte pior. A zona de Montmartre, ali ao redor de Sacré Coeur e até Pigalle é muito má frequentada, fez-me lembrar o Intendente. Mas com a subida até lá a coisa melhora. Tem provavelmente a melhor vista de Paris, mais que a própria Torre. Também entrámos, tal como na Notre Dame, mas não tirámos fotos.



Da igreja, não podíamos ter ido para outro sítio senão o Moulin Rouge! Descemos e fomos rua abaixo. Do piorio. Nunca vi tanta sex shop junta! Mas pronto, conseguimos ultrapassar todos os pervertidos e ir tirar a foto do moinho.
Daqui voltamos aos Champs Elysées para dar um passeio e ir jantar.
Nessa noite decidimos ir sair, mas não sem antes voltar à Torre para umas fotos nocturnas.
Do Técnico fomos até à Bastilha. Lá descobrimos umas ruazinhas muito concorridas, que me fizeram lembrar o Bairro Alto. No entanto, tínhamos uma dica para irmos à Rue Oberkampf. E deixámos a Bastilha para trás e fomos procurar. Mas não encontrámos...Andámos a rua toda e não encontrámos vida nocturna nenhuma....Acabámos por parar num café onde ficámos até tarde e depois ir para o hotel.
No último dia, depois do maluco ter ido correr mais uns kms, tentámos ir às catacumbas, mas estavam fechadas. Decidimos então seguir para o Musée D'Orsay, que tem essencialmente impressionismo. É essencialmente uma continuação do Louvre, num edíficio adaptado de uma gare, onde têm Manets, Rodins e outros que tais. Daqui fomos almoçar perto, mais uma vez do Hotel de Ville, e decidimos ir por fast food mesmo porque até aí as refeições não tinham custado menos de 20 Euros por pessoa.
Logo ali ao virar da esquina tem o centro Georges Pompidou, que queríamos també ir ver por dentro. Quer dizer, por dentro vê-se por fora, porque a ideia do edíficio é estar virado do avesso, mas ainda não tinha entrado lá, e continuo sem ter entrado, porque tinha umas filas jeitosas.
Por esta altura já chovia bem outra vez, mas como não havia mais nada para fazer fomos dar mais um passeio para o Sena. Quer dizer, havia sempre algo para fazer, quanto mais não fosse o nosso mais recente passatempo: contar Tugas em Paris. Até voltarmos, a contagem ia em cerca de 70, mas não topámos emigrantes, era mesmo tudo turistas.
Depois disto fomos ao hotel buscar as malas e seguimos mais uma vez para a Gare du Nord, para apanhar o Eurostar.

Esta fica por aqui, espero rapidamente postar Stonehenge, Bath e Salisbury.

Té já!

1 comment:

Anonymous said...

Vive la France!