Monday, September 24, 2007

Férias de Emigrante

Este post provavelmente já vem um bocado tarde, mas não quis deixar de cumprir com o prometido no último post.
As férias...parece que já passou tanto tempo que já preciso de outras...mas ainda nem um mês um passou e já sonho com as próximas...
Foram duas semanitas que acho até foram bem aproveitadas...para o bem e para o mal, houve muito acontecimento. E diga-se, foram férias típicas de Emigrante! Senão reparem...
Fomos em Agosto, o mês de eleição do franciú para ir a Portugal. E uma vez em Portugal, para onde se vai? Para a terrinha!
Ora, foi exactamente isso que aconteceu. Mal tive tempo de pousar as malas no chão, já me estava a meter no carro para ir até Chaves, mais concretamente, Vilarelho da Raia! Onde havia a festa! A festa da terra que celebra o regresso dos emigrantes a casa.

Não se passou nada de especial, foi mesmo para ir ter com a família, e relaxar um bocado no campo. Foi um fim-de-semana que apesar de tudo foi relaxante.

Segunda de manhã lá me meti no carro outra vez para ir para o meu destino de eleição, as Seychelles!
Pelo caminho apercebi-me que não dava para ir de carro, então decidi ficar mesmo pelo que de mais parecido há em Portugal...a Praia da Torreira!

Aí sim, esteve-se bem (apesar de uma ou outra partida do tempo), deu para aproveitar uns belos dias de praia, sair à noite com os amigos, ir à praia, sair à noite com os amigos, ir à praia, sair à
noite com os amigos...bem, percebem a ideia, as férias que se querem no Verão...e não só.
Por lá fiquei até ao fim-de-semana seguinte, quando me meti à estrada para ir até Lisboa e Sesimbra. Meti-me à estrada é como quem diz, mal saí de casa dei uma curva mal dada, entrei em contramão e espetei-me de frente noutro carro. Nem travei, só ouvi mesmo o som da batida...Depois de uma hora a tentar endireitar o carro, consegui seguir viagem mas só até Torres Novas, onde a junta do motor queimou, resultado de o radiador ter ficado inutilizado na batida...agora ainda lá está na oficina à espera de arranjo e eu fui de táxi para casa...
Depois fui ficar essa semana a Sesimbra, com uns dias intercalados em Lisboa. Mais praia, sol, calor!! Depois de um ano de espera cada bocadinho na praia com pouco sol e vento sabia melhor que um fim-de-semana inteiro de Verão por estas bandas.

Entretanto, tão perto de Lisboa, consegui finalmente arranjar tempo para ir estando sempre que podia com os melhores amigos nuns jantares, almoços, idas ao Bairro Alto, jogos do Benfica em casas por mobilar...cenas normais.
E estava-se a aproximar o culminar das férias do emigrante. Não porque me ia embora de avião para mais um ano de trabalho, mas porque como qualquer emigrante que se preze, fui ao casamento duma prima!! Mas fiquei mto triste...nessa altura já não tinha o meu carro comigo, não pude ir em desfile com fitinhas brancas e cor-de-rosa nos retrovisores e antena...e nos tampões das jantes, e nos puxadores das portas...e nos limpa pára-brisas...a buzinar até a buzina não berrar mais..não pude fazer isso... :-((
Mas pronto, numa nota mais positiva podem apreciar os mais elegantes da festa nestas imagens da foto-reportagem da Caras, ou Vip, ou não, estão me agora a dizer que sairam na !Hola! e na !Hello!



Espero não perder o timing do próximo post, a ver se arranjo tempo ainda esta semana porque já houve mais dois concertos e quero-vos também contar da visita a Holland Park.

Beijos e Abraços!

Tuesday, September 11, 2007

AILD, Darkest Hour, Himsa, Architects

Este é mais um daqueles posts aborrecidos em que eu conto como foi um concerto...ou será que não? Será que irá haver uma revelação algures? Talvez mais para o final? Algo embaraçoso? É só para vos aguçar o apetite e os obrigar a ler até ao fim!
Este passado sábado fui a mais um concerto, no Mean Fiddler, que aparentemente agora se vai passar a chamar Astoria 2, o 1 é mesmo ao lado e parece que é tudo do mesmo dono.
4 bandas, das quais três são das melhores no género: As I Lay Dying, Darkest Hour e Himsa. Vá não se deixem assustar pelos nomes, eles até são mansinhos. A quarta banda eram os Architects.
Comecemos pelos últimos, que eu não conhecia. Aparentemente são de Brighton (lembram-se do último post?) e o som, de gay, tem muito pouco. Muntopôco! Tenho a dizer que dentro do metalcore são dos melhorzinhos que ouvi por cá. Nota-se qualquer coisa de Converge ali no meio. Não tocaram mais que cinco músicas, acho.
A seguir vieram aqueles que eu provavelmente mais queria ver, os Himsa que, para quem não sabe, significa fazer mal, muito mal!! MUAAHHAHAHAHA!!
Estória curiosa, um bocado antes, fui ao sítio onde vendiam o merchandising. Como eram quatro bandas e só há um espaço para isso, dividiram AILD e Darkest Hour nesse espaço e puseram Himsa e Architects a vender num canto escuro perto do bar. Tão escuro que eu para ver o que vendiam tive que ligar o flash do telemóvel. Estava lá um tipo, que mal se via, a quem pedi uma t-shirt. Ele disse-me que estava a tentar organizar os tamanhos e que já me atendia. Esperei um cadito e tal, depois ele lá me chamou e vendeu-me a t-shirt. Simpático e com cara familiar...mas estava tão escuro que não percebi quem era.
O concerto deles acabou por ser curto, o som podia estar melhor, mas não deixou de ser bom. Os guitarristas fixes, e o vocalista AH! o vocalista! O gajo que me vendeu a t-shirt! Era isso! Era daí que eu o conhecia....Excelente na interacção com o público. Sempre a cantar junto dos miúdos que estavam nas grades. Foram fixes! E o albúm novo sai proximamente.
Darkest Hour – para mim foram a banda da noite. Eu ainda não conhecia o novo albúm, mas é excelente, tão bom como o Undoing Ruin. Puseram o recinto todo a mexer mas para mim o melhor foram os guitarristas. Nunca tinha assistido dois tipos a tocar tão rápido e tão sincronizados! Impressionante e muito bom de ver ao vivo. O som esteve muito perto de excelente!
E é com As I Lay Dying que vem a minha revelação. Ora aqui importa enfatizar dois pontos. Até esta altura do concerto eu tinha-me mantido perto do meio-frente, mosh pit e já me sentia cansado, então decidi vir-me encostar à “cabine”, mais atrás.
Ponto1 - a juventude britânica não é propriamente baixa, o que me dificulta um pouco as coisas, como devem calcular, dado que se a juventude portuguesa já é em relação à minha altura o que é, pois então devem calcular os ingleses. Portanto, quanto mais atrás menos vejo para o palco.
Ponto 2 – Por cá, é mais comum venderem-se aquelas latas de cerveja de 50cl do que as de 33. Mesmo nos supermercados, das de 33cl só em 6-packs, porque avulso só as de ½ litro (porque será?). Mas o que é mais surpreendente é que no Mean Fiddler vendem dessas latas ao público, que é algo que não consigo compreender. Com tanta segurança e dão latas de ½ litro ao pessoal INGLÊS que facilmente as pode arremessar? Ok...
Dadas estas premissas, que decidi eu fazer? Algo que já tinha tentado em concertos anteriores no mesmo recinto.
Apanhei duas latas do chão, esmaguei-as, encostei-me de costas para a cabine, pus-me em bicos dos pés, encostei os calcanhares à parede, latas por baixo dos calcanhares e, já está! O João ganhou 5 cms!!! (de altura, quanto ao comprimento já não há mais nada a fazer...ainda mais...). E assim se via o palco!!! AH!!
Quanto aos rapazes, tocaram as canções mais conhecidas, e também muitas do albúm novo que, curiosamente, se chama An Ocean Between Us!!!! O som não estava. Nem tão bom como Darkest Hour, nem tão mau como Himsa, principalmente uma das guitarras, mas tecnicamente foram muito bons. O vocalista é que já mudava de look. Aquele ar de menina não o favorece nada – cabelo escuro comprido todo esticado, mangas cavas...aquilo se vestisse uma camisola vermelha e lhe pusessem uma bola nos pés aposto que se fartava de falhar golos!! Amélia!!
Este chegou ao fim, mas não se levantem dos vossos lugares (como dizia aquele senhor do 123, lembram-se? Que é feito dele?) porque proximamente ponho aqui o resumo das férias e inclusivamente com Cenas de um Casamento, isso mesmo, Cenas de um Casamento (“Então, vóssemecê é que é o pai da noiva, hein?”).

P.S. Incluí à esquerda um link para os vídeos que vou fazendo nos concertos. Nada especial, coisas de segundos, e já lá tem As I Lay Dying.