Sunday, January 20, 2008

Jingle Balls...jingle all the way!

Desde a última vez que aqui vim escrever já muito se passou e, sinceramente, não me apetece escrever sobre tudo...devia ter sido mais atencioso convosco e menos desleixado e ter vindo cá mais regularmente.
Que se passou entretanto? Bem, entre os concertos do costume, entre os quais The Hives, Shai Hulud e a Black Crusade Tour (Shadows Fall, Arch Enemy, Dragonforce, Trivium e Machine Head) e Voodoo Glow Skulls, ainda consegui ir a Lisboa em Novembro num fim-de-semana, para depois voltar para fazer as compras de Natal, para ir até Lisboa de novo em Dezembro para passar duas semaninhas com a família e amigos.
Todos estão à espera que eu fale do grande acontecimento desta altura, mas já lá vamos.
A viagem desta vez, e como seria de esperar não correu assim tão bem.
Na véspera um amigo tinha-me desejado "Boa viagem...até ao avião!". Porquê até ao avião? Porque, normalmente, o que corre mal é todo o percurso até ao aeroporto. Pois, mas desta vez, foi ao contrário: correu tudo bem até entrarmos no avião. O nevoeiro obrigou-nos a ficar retidos, dentro do aparelho umas 2h. Chegámos a LX com 3h de atraso, o que me impediu de ir ao jantar de Natal dos ex-colegas, apesar de ainda ter conseguido lá ir ter para a troca de prendas, prenda que por acaso ainda deve andar lá pelo restaurante....
Mais uns diazitos e era Natal. Entretanto conseguimos estar com os amigos todos e com as famílias todas! Aqui fica a foto de La Famiglia!



Jantares e almoços de família e amigos foram coisas que não faltaram.
Chegou entretanto o famigerado dia da troca de prendas, porque afinal o Natal não é só estar com a família, também há que dar e receber aquilo em que se gastou dinheiro!
E apesar de ter dado muito, fui apanhado de surpresa pelo presente que a Vera me ofereceu. Então, à falta de bonequinhos dos Transformers ou de jogos para a Wii, decidiu dar-me ou antes mandar-me saltar de um avião...daí a 3 dias!
Bem...que é que eu podia fazer? Dia 28 às 8h da manhã, metemo-nos com os meus pais no carro, e fomos para o aeródromo de Évora para saltar...
Chegámos mais cedo que o combinado e deu para atestar as condições atmosféricas. Estava um dia lindo, apesar de ser final de Dezembro, sem nuvens mas um bocadinho frio.
Entretanto o instrutor chegou, e foi fazendo o briefing. Seria um salto tandem (sim, agarradinho a ele), a cerca de 7 mil pés, com 40 segs em queda livre e uns 6 mins de páraquedas aberto até ao chão. O salto não requer preparação nenhuma em especial. Vamos vestidos com a roupa normal para a época, vestem-nos um fato como o abaixo (ignorem as partes que têm cor-de-rosinha e azul-cueca), um capacete que faz a cabeça parecer um pepino, uns óculos de plástico por causa do vento e o arnés.
Há instruções básicas como, saltar com os braços cruzados e os calcanhares a tocarem no fundo da fuselagem do avião, para depois os abrir em 90º e contorcer o tronco de modo a que as pernas estejam quase a tocar-nos no rabo, quando iniciamos a queda.
Depois braços cruzados antes de abrir o páraquedas, e na aterragem pernas levantadas e esticadas para a frente.

Depois de tudo vestido e verificado, esperámos uns 10mins pelo aviãozinho que nos ia levar lá para cima, um bimotor que levava umas 10 pessoas que connosco iam saltar, todos prós, que iam saltar um a um. Não consigo precisar quanto tempo demorou até chegarmos aos 7 mil pés, mas diria que uns 10mins...o que mais me surpreendeu foi a descolagem, que é muito mais suave que um jacto comercial.
Chegada a altura de saltar, o portão traseiro abre-se e os que vão sozinhos saltam. Por esta altura, o instrutor já me tinha ligado a ele, e só precisei de me sentar na borda do avião com os pés de fora, e esperar que ele se mandasse. Connosco ia um operador de câmara que gravou o vídeo de tudo. Como ele ia a falar comigo e a chamar a minha atenção, nem dei por nos lançarmos. Quando dei por mim já ia a cair.
A primeira sensação é de muito, muito frio!! Especialmente no final de Dezembro!
A segunda sensação é de falta de ar, julgo que é por isso que temos que ir de cabeça levantada a olhar para o horizonte e não a olhar para baixo. Mas mesmo quando se olha para baixo,vnão se tem a sensação de ir a cair, só a planar mesmo. A sensação de falta de ar é como se fôssemos de automóvel na auto-estrada e abríssemos a janela e puséssemos a cabeça de fora. Quanto ao fluxo de adrenalina, só o consegui comparar a bodyboard ou surf, para quem já esperimentou, quando as ondas estão maiorzitas e se vai a remar para o outside e vemos a onda a aparecer mesmo por cima de nós e tem que se fazer o duckdive, mas há aquele momento em que não se sabe se havemos de passar por baixo ou por cima da onda. Pronto, é mais ou menos isso mas multiplicado por 1000.
Os 40 segs assim parecem mais largos minutos. Passado isso, o instrutor dá indicação para passar à posição de abertura do páraquedas, e o páraquedas abre. De toda a experiência, esta para mim foi a parte menos agradável, julgo que devido ao facto de estar muito apertado...não sei se repararam pela foto, mas o equipamento passa por zonas algo sensíveis que quando apertadas em demasia...
Adiante, foram mais 5/6 minutos de páraquedas aberto. Nesta parte dá para gozar a paisagem toda em redor, e ver mais claramente a aproximação ao solo. Mas esta só se nota especialmente nos últimos 20 metros ou assim.
Depois, é deixar o instrutor aterrar. E pronto, são e salvo, mas muito, muito, muito surdo. Os ouvidos muito entupidos, ainda fiquei o resto do dia sem ouvir nada!
O resto do dia, já depois de mudar de boxers e de calças, deu para passear pela cidade de Évora onde já não ia há uns 10 anos.

Entretanto, recebi em Lx o vídeo de todo o salto, que vou tentar pôr na net assim que puder, mas provavelmente só quando voltar de Lx em Fevereiro. Entretanto, fiquem atentos, que assim que estiver online, eu aviso.

Ainda nessa noite, consegui a jantarada com os melhores dos amigos, e não se esqueçam que há outra brevemente, em local já designado (o mesmo da outra vez).

O resto do tempo foi aproveitado para me refazer do susto, claro, e descansar essencialmente. Nada de assinalar quanto ao fim de ano (Ice, ficas responsável por começar já a organizar o do próximo ano, seja em NY, seja onde quiseres), e depois foi mesmo o regresso à base no ínicio de Janeiro.
Ah, deixo só mais uma foto da Joanita, tão fofinha!!!



Entretanto, mais 2 semanitas e já estou por aí, para arranjar mais histórias para contar!!!