Monday, November 05, 2007

I wanna be a New York Ranger, I wanna live a life of danger!

Este não vai ser um post sobre as aventuras por Inglaterra ou Portugal. Desta vez fui mais longe, atravessei o Atlântico!
A viagem já estava marcada há uns meses, e chegado o dia lá nos metemos a caminho dos EUA.
Começou mal. Saímos de casa às 6:30 da manhã para um vôo que era às 10:30. Apanhámos logo o autocarro para London Bridge para apanhar o comboio. Chegámos lá por volta das 7h, e o comboio demorava meia-hora...em dias normais, porque calhou não haver comboios directos mais uma vez. Tivemos que apanhar um comboio até meio do caminho e depois outro. Mas o primeiro comboio não passou de marcha lenta. Demorou 45 mins a fazer metade do caminho, já me começava a imaginar voltar para casa com as malas...chegámos a meio caminho, perdemos o outro comboio. Metemo-nos no seguinte, e a primeira coisa que aconteceu foi pedirem-nos o bilhete que, não era daquela companhia, logo não podíamos ali estar. Mas o fiscal foi simpático e era só uma paragem. Mesmo assim chegámos ao aeroporto com umas 2h15 de antecedência. O check-in, apesar de muita gente, até foi rápido, pois eles têm funcioários a fazer um pré check-in com laptops que verificam logo os passaportes e as passagens. Ah, e aqui começaram os interrogatórios. Donde vêm, para onde vão, quanto tempo vão ficar, onde vão ficar, qual o objectivo da viagem, onde moram, há quanto tempo...tudo isso e mais que não me lembro.
Depois veio o pior, o controle de segurança. Tivemos que esperar 1h30 para passar nos detectores de metais...e claro que para além disso tivemos quase que nos despir. Chegamos ao free-shop já era a última chamada para o vôo...lá tivemos que correr, ainda ser revistados mais uma vez, e depois lá conseguimos entrar no avião. Dpois foram 8h de voo, a maior parte das quais passadas a dormir...e a ver os filmes que iam dando.
Chegámos ao aeroporto de Newark eram umas 13h45 hora local. Depois de sair do avião ainda íamos ter que esperar pelas malas mas pior que isso, tínhamos que passar na alfândega e na imigração, onde tínhamos que entregar os questionários que nos tinham dado a bordo, onde perguntavam, desde quanto dinheiro levávamos, até se tínhamos perseguido judeus na Alemanha nazi...
Na Imigração ainda nos tiraram a foto e para além das perguntas que já tinham feito anteriormente, tiraram as impressões digitais dos indicadores.
De seguida, foi apanhar o comboio para o centro, que demora 20mins e sai por baixo do Madison Square Garden. Pelo meio ficaram as paisagens horríveis de ferros-velhos e fábricas abandonadas de Newark e New Jersey.
A primeira impressão quando se sai da estação é de que é tudo enorme! Passeios, estradas, edifícios, automóveis! O hotel era mesmo em frente, e era também enorme, inclusivamente o átrio. Tinha 18 andares, e alguns 100 quartos por andar. Fez-me lembrar o Shining...sempre que ia nos corredores estava à espera que aparecesse o puto no triciclo...
O quarto era pequenito, mas tinha o essencial. Cama, TV e WC com duche.
Nesse dia, Sábado lá, saímos logo para ainda aproveitar o que restava do dia. Fomos logo ver umas lojas que sabíamos que eram ali perto, passámos no Empire State Building, e depois subimos a 5ª Avenida até ao Central Park. Ainda passámos pela igreja de St. Patrick, Trump Tower, delegação do ICEP, Chrysler Building...Continuava tudo a ser enorme, desde as lojas ao próprio parque...quer-me parecer que o centro de Lisboa quase que cabe lá dentro...Lá andavam as charretes puxadas a cavalo como nos filmes, mas o que o filme não transmite é o cheiro...
Atravessámos até à Broadway, e daí descemos até Times Square que põe Piccadilly Circus a um cantinho...quase que parece que é de dia quando lá se chega, tanta que é a luz! E a quantidade de gente! Nesse dia jantámos por ali mesmo, num buffet chinês. Depois andámos até ao hotel, que era a uns quarteirões dali (neste dia não nos metemos no Metro), chegámos ao quarto, arrumámos as coisas e acho que ainda não eram 22h quando adormeci...
No dia seguinte acordámos cedo para irmos, antes de mais, comprar uma máquina digital decente! Ah, e era o dia de anos da Vera, por isso tínhamos que o preencher bem.
Fomos a uma loja de judeus ortodoxos (isso mesmo) recomendada por uma amiga. Depois de pequeno almoço no Starbucks, ainda não estava aberta quando chegámos e já havia fila. Lá dentro demorámos uns 10mins. Ou se sabe ao que se vai, ou então esqueçam. Fila, empregado, que deseja, tome lá, pague, xau e volte sempre!
E aqui começámos a visita a sério. Daí fomos para o Guggenheim. Primeira grande desilusão! Estava entaipado, com andaimes e em obras! Não dava para ver o edíficio! Entrámos, e aqui começaram as borlas. Em qualquer museu, basta-me à entrada mostrar o meu cartão de empregado dessa grande instituição que é o DB, para entrar de borla...e com as pessoas que me apetecer. Quase que fazem vénias. Por lá, vale mais a arquitectura do edifício que grande parte das obras, mas fiquei muito orgulhoso me deparar com um Vieira da Silva lá exposto.
À saída tivemos que experimentar o típico hotdog novaiorquino na rua, e acabou por ser o nosso almoço. De seguida, atravessámos Central Park (Este-Oeste não Sul-Norte, que isso são quilómetros!) e depois apanhámos o metro para o sul de Manhattan, para irmos ao Ground Zero.
Segunda grande desilusão: o Metro! Horrível! Sujo, sem horários, sem ligações, têm que se andar kms para chegar a uma estação que depois só tem destinos muito limitados. Entra-se na estação, paga-se bilhete, e só depois na plataforma é que se sabe se há metro ou não. Se vier vem, se não vier azar...E nunca se sabe quando vem...não há nada que o diga. Tem uma coisa boa. Tem A/C que funciona!
Ora, o metro levou-nos à terceira desilusão: o Ground Zero. Provavelmente para quem conheceu o WTC, tem impacto. Para mim não teve. É um estaleiro de obras...e o memorial que lá há é um cartaz com nomes e com uma bandeira por cima...espero para ver o fim das obras.
Daí fomos a pé até à Ponte de Brooklyn, que correspondeu às expectativas. Não atravessámos toda, fomos só até meio, mas deu para ver as duas margens: Manhattan e Brooklyn. Voltámos para trás e fomos andando a pé pela Broadway até Canal St, perto de Chinatown e aí apanhámos o metro para o Empire State Building. Aqui apanhámos a primeira fila e controle de segurança. Demorámos uns 45mins na fila, mas depois o elevador até ao 80º andar é rápido! Mas depois como tínhamos que ir apanhar outro elevador até ao 86º, decidimos ir a pé. Lá em cima é a vista que podem ver nas fotos...nada a dizer.
Depois disso, ainda houve tempo de ir ver o Radio City Music Hall, os estúdios da NBC e a loja para comprar uns souvenirs do Conan O'Brien e do Seinfeld, e o Rockefeller Center com o pessoal a patinar no gelo.
Daqui fomos de metro para Times Square para ir ao Hard Rock Café fazer o jantar de aniversário. Fiquei fã deste HRC porque tinha a guitarra do Dimebag exposta e consegui comprar o ursinho amaricado que o meu colega, que veste de cor-de-rosa e vê a Oprah, me tinha pedido!!














Na segunda-feira fomos a Liberty Island para ver a estátua de perto. Tivemos que ir de metro até Battery Park onde se apanha o Ferry. Tínhamos duas hipóteses: ferry de borla para Staten Island, mas que não pára em Liberty Island ou ferry a pagar até Liberty Island e Ellis Island onde os imigrantes eram recebidos. Decidimos pagar, e para isso ficámos uma hora na fila que dava a volta a todo o parque, para entrarmos no barco. Claro que antes lá tivemos que passar por uma tenda com detectores de metais e sermos todos revistados antes de entrar no barco.
À medida que o barco se afasta começa-se a ter uma perspectiva maior de Manhattan e para mim acabou por ser a melhor maneira de a ver porque se vê toda a skyline, em vez de se ver de cima como no ESB. Com a aproximação à ilha e com a estátua a tornar-se cada vez maior é que se fica com a sensação da imponência do monumento. Apesar de por ali haver coisas bem maiores, estar na presença de tal símbolo causa impressão.
Atracámos à ilha e saímos. Demorámos meia-hora a dar a volta à ilha, que pouco mais tem do que a estátua, mas deu para tirar umas fotos fixes ao centro. Voltámos ao ferry, parámos em Ellis Island, mas nem saímos. Nesse dia estava tanto frio como hoje mesmo por aqui por Londres, e meia hora depois estávamos de volta a Battery Park. Daqui fomos a pé até Wall Street. Subimos mais uma vez a eterna Broadway até à intersecção com a tal rua, que mais não é do que um beco, comparando com a enormidade das outras artérias...mesmo comparando com uma rua em Lisboa, Wall Street é um beco. Fomos até ao edifício da NYSE (depois do NASDAQ em Times Square), e ficámos mesmo por aí. Depois andámos até Union Square na perseguição à camisola dos Detroit Red Wings que não encontrava em lado nenhum. Nesta altura, perdemos algum tempo nas compras mesmo, mas ainda conseguimos passar no Flatiron (se não sabem o que é, quando virem na foto hão-de reconhecer o edifício). Conseguimos andar, andar até quase ao Central Park até encontrarmos a loja da NHL onde consegui comprar a porra da camisola.
Terça-Feira. Era o último dia inteiro em NYC, por isso queríamos ir aos bairros típicos. Então saímos directos para Chinatown, que é gigantesca! Aqui em Londres, aquilo a que chamam Chinatown é essencialmente meia-dúzia de ruas com dois arcos. Lá, como tudo o resto, é em grande. É uma cidade só por si. Vêem-se muitos turistas mas essencialmente, vêem-se chineses. Não Nova Iorquinos, chineses mesmo, que na sua maior parte aposto que nunca sequer falaram uma palavra de inglês. E prova disso era virem ter connosco com catálogos de malas e relógios de marcas falsificadas a falar em Chinês. Só apontavam e falavam em chinês, mais nada. E sempre numa correria e gritaria para todo o lado. E montes de gente...
Daí fomos para Little Italy, que é pegada a Chinatown e distingue-se só porque é pejada de restaurantes italianos com gangsters Soprano-style a servirem de segurança à porta. Sentimo-nos tão seguros que ficámos ali mesmo para almoçar, e não nos arrependemos. Come-se bem e não se paga muito. E ganhámos combustível para a viagem até ao American Museum of Natural History, que se seguiu a uma breve passagem pelo SoHo. Tenho que fazer uma inevitável comparação com o Museu de História Natural daqui. Este dá-me ideia que tem mais dinossauros! Mas o estilo é o mesmo, pelo menos em termos arquitéctónicos. Quanto às exposições, para além dos dinossauros, a que mais me impressionou foi a dos animais empalhados. Eles têm lá elefantes e hipopótamos, mas fiquei na dúvida se esses serão empalhados ou não...é que se são é impressionante...Saindo daqui, andámos mais uma vez, e andámos até ao Chrysler Building. Quer dizer, não chegámos bem lá. O que queríamos era uma foto fixe com o Chrysler ao fundo, e para isso fomos só até Grand Central Station. Mais uma vez, mesmo à filme. Estão a ver aquela estação de comboios com um hall gigantesco que aparece em tudo o que é filme ou série passada em NY? Majestosa! Não esperava uma coisa assim, é de tirar a respiração quando se entra lá. Pena não ter conseguido uma foto decente. Para ter a impressão é mesmo preciso lá ir...Para terminar o dia fomos até Times Square ao ESPN Zone jantar. ESPN Zone é o bar/restaurante do canal de desporto, então são dois pisos estilo Hard Rock Café só com ecrãs a dar tudo o que for possível de desporto. E aí terminámos o dia. Tínhamos que ir para o hotel fazer as malas para no dia seguinte voltarmos.
No dia da vinda de manhã, ainda conseguimos ir ver o Museum of Modern Arts (MoMA). Mais uma vez, entrada vip com o cartão do DB, e desta vez até tive direito a bengaleiro vip! Sem filas!!
Como o nome indica, arte moderna. Escultura, pintura, fotografia e design deste século, ou antes, destes dois últimos...Picasso, Andy Warhol, Cézanne, Van Gogh, etc. O que mais salta à vista é o Les Demoiselles d'Avignon do Picasso (não é este da foto). Ah claro, e o Jaguar Type-E.
Depois disto, almoçámos, comprámos a biografia do Slash, almoçámos e pegámos nas malas e aeroporto.
Quero só mencionar que, enquanto que em Londres, na ida para NY, demorámos 1h30 só para passar o controle de segurança, em NY, do hotel até à porta de embarque demorámos cerca de 1h15...(isto inclui comboio, check-in e controle de passaportes)...que tristeza de autoridades que temos por aqui...
Por curiosidade, só para ficarem a saber, os chocolates que comprámos no dutyfree não nos foram entregues quando pagámos. Só quando estávamos a entrar no avião é que os distribuíram pelos passageiros...curioso.
Depois de mais 7h de voo a ver os Transformers, lá chegámos. A mala da Vera chegou partida, reclamámos à Continental, comprámos mala nova e eles pagaram por inteiro. A vinda para casa
foi tão má como a ida para o aeroporto. Mais uma vez, não conseguimos comboi directo e demorámos uma 1h30 a chegar a casa...mas chegámos, e foi uma bela viagem!! Até à próxima, que se calhar é mais próxima do que vocês pensam!!!!! ;-))

Monday, September 24, 2007

Férias de Emigrante

Este post provavelmente já vem um bocado tarde, mas não quis deixar de cumprir com o prometido no último post.
As férias...parece que já passou tanto tempo que já preciso de outras...mas ainda nem um mês um passou e já sonho com as próximas...
Foram duas semanitas que acho até foram bem aproveitadas...para o bem e para o mal, houve muito acontecimento. E diga-se, foram férias típicas de Emigrante! Senão reparem...
Fomos em Agosto, o mês de eleição do franciú para ir a Portugal. E uma vez em Portugal, para onde se vai? Para a terrinha!
Ora, foi exactamente isso que aconteceu. Mal tive tempo de pousar as malas no chão, já me estava a meter no carro para ir até Chaves, mais concretamente, Vilarelho da Raia! Onde havia a festa! A festa da terra que celebra o regresso dos emigrantes a casa.

Não se passou nada de especial, foi mesmo para ir ter com a família, e relaxar um bocado no campo. Foi um fim-de-semana que apesar de tudo foi relaxante.

Segunda de manhã lá me meti no carro outra vez para ir para o meu destino de eleição, as Seychelles!
Pelo caminho apercebi-me que não dava para ir de carro, então decidi ficar mesmo pelo que de mais parecido há em Portugal...a Praia da Torreira!

Aí sim, esteve-se bem (apesar de uma ou outra partida do tempo), deu para aproveitar uns belos dias de praia, sair à noite com os amigos, ir à praia, sair à noite com os amigos, ir à praia, sair à
noite com os amigos...bem, percebem a ideia, as férias que se querem no Verão...e não só.
Por lá fiquei até ao fim-de-semana seguinte, quando me meti à estrada para ir até Lisboa e Sesimbra. Meti-me à estrada é como quem diz, mal saí de casa dei uma curva mal dada, entrei em contramão e espetei-me de frente noutro carro. Nem travei, só ouvi mesmo o som da batida...Depois de uma hora a tentar endireitar o carro, consegui seguir viagem mas só até Torres Novas, onde a junta do motor queimou, resultado de o radiador ter ficado inutilizado na batida...agora ainda lá está na oficina à espera de arranjo e eu fui de táxi para casa...
Depois fui ficar essa semana a Sesimbra, com uns dias intercalados em Lisboa. Mais praia, sol, calor!! Depois de um ano de espera cada bocadinho na praia com pouco sol e vento sabia melhor que um fim-de-semana inteiro de Verão por estas bandas.

Entretanto, tão perto de Lisboa, consegui finalmente arranjar tempo para ir estando sempre que podia com os melhores amigos nuns jantares, almoços, idas ao Bairro Alto, jogos do Benfica em casas por mobilar...cenas normais.
E estava-se a aproximar o culminar das férias do emigrante. Não porque me ia embora de avião para mais um ano de trabalho, mas porque como qualquer emigrante que se preze, fui ao casamento duma prima!! Mas fiquei mto triste...nessa altura já não tinha o meu carro comigo, não pude ir em desfile com fitinhas brancas e cor-de-rosa nos retrovisores e antena...e nos tampões das jantes, e nos puxadores das portas...e nos limpa pára-brisas...a buzinar até a buzina não berrar mais..não pude fazer isso... :-((
Mas pronto, numa nota mais positiva podem apreciar os mais elegantes da festa nestas imagens da foto-reportagem da Caras, ou Vip, ou não, estão me agora a dizer que sairam na !Hola! e na !Hello!



Espero não perder o timing do próximo post, a ver se arranjo tempo ainda esta semana porque já houve mais dois concertos e quero-vos também contar da visita a Holland Park.

Beijos e Abraços!

Tuesday, September 11, 2007

AILD, Darkest Hour, Himsa, Architects

Este é mais um daqueles posts aborrecidos em que eu conto como foi um concerto...ou será que não? Será que irá haver uma revelação algures? Talvez mais para o final? Algo embaraçoso? É só para vos aguçar o apetite e os obrigar a ler até ao fim!
Este passado sábado fui a mais um concerto, no Mean Fiddler, que aparentemente agora se vai passar a chamar Astoria 2, o 1 é mesmo ao lado e parece que é tudo do mesmo dono.
4 bandas, das quais três são das melhores no género: As I Lay Dying, Darkest Hour e Himsa. Vá não se deixem assustar pelos nomes, eles até são mansinhos. A quarta banda eram os Architects.
Comecemos pelos últimos, que eu não conhecia. Aparentemente são de Brighton (lembram-se do último post?) e o som, de gay, tem muito pouco. Muntopôco! Tenho a dizer que dentro do metalcore são dos melhorzinhos que ouvi por cá. Nota-se qualquer coisa de Converge ali no meio. Não tocaram mais que cinco músicas, acho.
A seguir vieram aqueles que eu provavelmente mais queria ver, os Himsa que, para quem não sabe, significa fazer mal, muito mal!! MUAAHHAHAHAHA!!
Estória curiosa, um bocado antes, fui ao sítio onde vendiam o merchandising. Como eram quatro bandas e só há um espaço para isso, dividiram AILD e Darkest Hour nesse espaço e puseram Himsa e Architects a vender num canto escuro perto do bar. Tão escuro que eu para ver o que vendiam tive que ligar o flash do telemóvel. Estava lá um tipo, que mal se via, a quem pedi uma t-shirt. Ele disse-me que estava a tentar organizar os tamanhos e que já me atendia. Esperei um cadito e tal, depois ele lá me chamou e vendeu-me a t-shirt. Simpático e com cara familiar...mas estava tão escuro que não percebi quem era.
O concerto deles acabou por ser curto, o som podia estar melhor, mas não deixou de ser bom. Os guitarristas fixes, e o vocalista AH! o vocalista! O gajo que me vendeu a t-shirt! Era isso! Era daí que eu o conhecia....Excelente na interacção com o público. Sempre a cantar junto dos miúdos que estavam nas grades. Foram fixes! E o albúm novo sai proximamente.
Darkest Hour – para mim foram a banda da noite. Eu ainda não conhecia o novo albúm, mas é excelente, tão bom como o Undoing Ruin. Puseram o recinto todo a mexer mas para mim o melhor foram os guitarristas. Nunca tinha assistido dois tipos a tocar tão rápido e tão sincronizados! Impressionante e muito bom de ver ao vivo. O som esteve muito perto de excelente!
E é com As I Lay Dying que vem a minha revelação. Ora aqui importa enfatizar dois pontos. Até esta altura do concerto eu tinha-me mantido perto do meio-frente, mosh pit e já me sentia cansado, então decidi vir-me encostar à “cabine”, mais atrás.
Ponto1 - a juventude britânica não é propriamente baixa, o que me dificulta um pouco as coisas, como devem calcular, dado que se a juventude portuguesa já é em relação à minha altura o que é, pois então devem calcular os ingleses. Portanto, quanto mais atrás menos vejo para o palco.
Ponto 2 – Por cá, é mais comum venderem-se aquelas latas de cerveja de 50cl do que as de 33. Mesmo nos supermercados, das de 33cl só em 6-packs, porque avulso só as de ½ litro (porque será?). Mas o que é mais surpreendente é que no Mean Fiddler vendem dessas latas ao público, que é algo que não consigo compreender. Com tanta segurança e dão latas de ½ litro ao pessoal INGLÊS que facilmente as pode arremessar? Ok...
Dadas estas premissas, que decidi eu fazer? Algo que já tinha tentado em concertos anteriores no mesmo recinto.
Apanhei duas latas do chão, esmaguei-as, encostei-me de costas para a cabine, pus-me em bicos dos pés, encostei os calcanhares à parede, latas por baixo dos calcanhares e, já está! O João ganhou 5 cms!!! (de altura, quanto ao comprimento já não há mais nada a fazer...ainda mais...). E assim se via o palco!!! AH!!
Quanto aos rapazes, tocaram as canções mais conhecidas, e também muitas do albúm novo que, curiosamente, se chama An Ocean Between Us!!!! O som não estava. Nem tão bom como Darkest Hour, nem tão mau como Himsa, principalmente uma das guitarras, mas tecnicamente foram muito bons. O vocalista é que já mudava de look. Aquele ar de menina não o favorece nada – cabelo escuro comprido todo esticado, mangas cavas...aquilo se vestisse uma camisola vermelha e lhe pusessem uma bola nos pés aposto que se fartava de falhar golos!! Amélia!!
Este chegou ao fim, mas não se levantem dos vossos lugares (como dizia aquele senhor do 123, lembram-se? Que é feito dele?) porque proximamente ponho aqui o resumo das férias e inclusivamente com Cenas de um Casamento, isso mesmo, Cenas de um Casamento (“Então, vóssemecê é que é o pai da noiva, hein?”).

P.S. Incluí à esquerda um link para os vídeos que vou fazendo nos concertos. Nada especial, coisas de segundos, e já lá tem As I Lay Dying.

Monday, August 06, 2007

(B)Right On

Vocês por aí acham que têm muita razão de queixa do Verão, não está tão quente como devia, há muitos dias de chuva, etc. Pois, quem me dera!! Aqui, só chove! Só não se anda de sobretudo porque não estão temperaturas negativas, porque de resto, é só o que falta. Mas vocês devem andar a par das cheias e da porcaria de temperaturas que se fazem sentir por cá agora. E não me venham com a conversa "Ah isso é Londres, o que é que esperas?", pois mas o ano passado também cá estive no Verão e não foi assim. Havia Sol! E calor! Especialmente, no metro, em hora de ponta!
Esta conversa toda porquê? Porque como vimos que as previsões para este fim-de-semana eram cerca de 28º e sem chuva (IUPI!!) decidimos ir...à praia!
E qual a praia mais em conta? Brighton! E perguntam vocês: "Sim, e então, o que é que isso tem de especial?" (Vá, perguntem lá, eu espero, vá, todos juntos e aos 3...1...2...3!). Em primeiro lugar, tem mar! Londres não! Em segundo lugar...é um destino preferencialmente...como pôr isto...cof...gay...cof!
E isso ficou logo bem patente em London Bridge, quando lá chegámos por volta das 11h. Éramos quatro desta vez, 3 rapazes e uma rapariga. O Edgar, o Rui, Eu e a Vera. Já na fila, ou melhor, bicha, para se comprar o bilhete, não se distinguia bem. Porquê tanta dificuldade em distinguir? Porque Eles nos seus 60 e tal anos, usavam vestidos côr-de-rosa de folhos que mal tapavam as virilhas, sapato de salto alto e meia branca com rendinhas, sem se preocuparem em fazer a barba (pelo menos nas zonas mais evidentes) e Elas preferiam a calça de ganga arregaçada, com bota da tropa e suspensórios, por cima da camisola interior de alças branca, com penteado à fuzileiro.
E assim, muito ingenuamente, fomos pensando que, estando um dia fantástico e sendo Brighton um destino, vá, colorido, que estava muita gente na fila, perdão, bicha, por causa disso...Mais tarde veio-se a constatar que eles, elas, todos, iam mas não pelo sol...
A viagem adivinhava-se alegre e muito longa. No entanto, apesar de o comboio ir a rebentar, pelas costuras, não vimos muita dessa fauna, e cerca de 1h depois chegámos ao destino.
Como já era hora de almoço, e estávamos todos esfomeados, só pensávamos em comer.
A primeira coisa que fizemos foi, antes de ir à praia, procurar um sítio para comer...Lá nos metemos por umas vias estreitas e recônditas (ou a estrada subterrânea como o Rui chama a uma rua que passa por baixo de um viaduto), e fomos para a zona que pareceu mais animada.

Muitas bandeiras arco-íris, muita fauna local (neste caso acho que é mais flora, não fauna) e quanto mais descíamos, mais gente se acumulava. Depois começámos a notar que havia música, muita bandeira e animação. Muita gente vestida de côr-de-rosinha! Foi então que percebi!! Era a apresentação do plantel do Benfica!
Mas depois não reconheci nenhum jogador...mas havia muitos jogos! Jogos do vai-vem da salsicha, ambulâncias a carregar por trás, corridas de costas num milheiral, concursos de saltos de cú para a picha, carros a pegar de empurrão, enfim, um não terminar de divertimentos.
Aí sim, percebemos que era o dia da Parada Gay!!

Eles/Elas seja o que fôr, não tinham ido à praia! Iam à parada!! Por isso é que havia assim tantos! Tantas! Seja o que fôr! Foi a loucura! Ainda assistimos a uns quantos carros alegóricos, mas não ficámos muito tempo porque tínhamos que comer.
Mas ainda assim deixo-vos as melhores fotos. Ah, gostei muito dos slogans como "Anything Goes" ou "Brighton Both Ways"!




Depois disso fomos almoçar. E que melhor almoço que um Full English Breakfast? Escolhemos com cuidado o café, e fomos os quatro. E foi aí que surgiu o momento do dia. A já mítica conversa da figueira. A dada altura, pediram-se panquecas, com xarope de plátano ou cedro ou ácer ou lá como se chama a árvore. Não sei porquê começou-se a falar de marmelos. Se calhar foi pela ocasião, não me lembro. Mas pronto, a dada altura perguntou-se qual a árvore que dá os marmelos, ao que eu respondi, o marmeleiro. Mas então eis que surge a questão existencial do Rui. Não, o marmeleiro não me parece. Se não, que fruto dá a figueira?
A primeira reacção foi de estupefacção. Ele estava a brincar...Não! Não estava! Ora, a reacção seguinte foi de gargalhada geral. FIGOS , RUI!! FIGOS!! A FIGUEIRA DÁ FIGOS!!! Tenta compreender a lógica. Marmeleiro - Marmelos, Laranjeira - Laranjas, Pereira - Pêras, Figueira - FIGOS!!!E assim se passou a hora de almoço. Depois fomos caminhando pelas ruas mais movimentadas, a animação continuava por toda a parte, até chegarmos ao MAR!! MAR!!!! Praia!!! Mas o que é isto?? A areia?? Onde é que está a areia?? Olha, é só calhaus! Como não estávamos preparados para ir ao banho, decidi ir pelo menos ver a temperatura da água. Descalcei-me...Erro Crasso! O calhau magoa como a porra! Consegui descobrir que a água é mais quente que Sesimbra (pelo menos em dias com 28º).


Sentámo-nos um pouco pelos calhaus mesmo, e depois fomos ver mais um bocadito da localidade.
Fomos ao Brighton Pier, que mais não é do que uma Feira Popular num pontão. Ainda tivemos tempo de ver o resto da zona central e sentar para comer um geladinho numa esplanada, e passar pelo Royal Pavillion.
Para terminar de uma GRANDE e GLORIOSA forma , e para demonstrar que Brighton não é só gay, também tem aspectos muito machos, deixo-vos a descoberta que fizemos numa montra local!

Sunday, July 22, 2007

London Dungeon e outros assuntos

Vou postar este porque tenho fotos, mas as histórias a contar não são grandes peripécias, apesar da London Dungeon ter tido a sua piada.
Com tempo que se tem feito sentir, falta a imaginação sobre o que fazer por cá. Como devem já ter visto nas notícias, só chove! Por isso, há que aproveitar os poucos momentos que há sem chuva para fazer qualquer coisa que não seja ficar fechado em casa.
No dia 12, apesar de ter sido a meio da semana participei no JPMorgan Chase Corporate Challenge, na equipa do meu departamento. Foram 5,6km a correr por Battersea Park. 25,000 pessoas, num circuito fechado, o que complica as coisas em zonas mais apertadas, mas que não é desculpa para os 31,58mins que demorei. Mesmo assim, para quem só treinou uma vez, acho que nem me saí muito mal. Ao lado, uma foto da preparação momentos antes da partida.

Saltando para este fim-de-semana, e depois de vermos o 5º Filme na semana anterior, foi altura de a Vera ir buscar o 7º e último livro do Harry Potter. E para celebrar fomos a King´s Cross à Plataforma 9 3/4 para ela ver qual a sensação de embarcar no comboio para Hogwarts. Ah pensavam que a plataforma não existia e era só nos filmes? Então vejam:














E pouco mais se fez no Sábado...
Domingo decidimos ir à London Dungeon. Depois de tanto ouvir a canção de Misfits achei que lá devia ir.


I don't wanna be here in your London Dungeon
I don't wanna be here in your British hell
Ain't no mystery why I'm in misery in Hell
Here's hoping you're swell

É essencialmente uma casa do terror estilo a Feira Popular, mas maior. Aborda os temas mais horríveis da História de Londres como a Peste Negra ou o Grande Incêndio de 1666, Jack The Ripper e cada zona ou atracção é relacionada com o tema.
Saímos em London Bridge, e aquilo era já ali. Tão perto, tão perto que a fila passava a porta da estação. Esperámos perto de 1hora para entrar. Depois de se entrar é como a Casa do Terror.
Mas tira-se logo uma foto. Cada um de nós tentou fazer a cara que mais se adequava à situação. A mim iam-me cortar a cabeça, por isso não quis parecer demasiado feliz....Já ela parece ter prazer...
Desculpem lá a qualidade da foto, mas eu tirei a fotografia à fotografia que nos tiraram lá...
Mas dá para perceberem a ideia...
Ainda tirei mais umas fotos lá dentro, mas aquilo é um bocadito para o escuro, se é que me entendem...
Por isso vou relatar as partes a que achei mais piada.
Uma voltinha num túnel, num barco, na água, em que quase não há luz, e que às tantas roda 180 graus, fica de costas e vai de costas até ao final. Não vos conto o que se passa para experimentarem, mas a sensação de ir de costas, no escuro, sem saber o que irá acontecer, arrepia.

Depois, por entre muitas caminhadas por entre cenas horripilantes com bonecos de cera e actores pelo meio, chegamos ao fim, onde se simula a sensação de estar numa forca...aqueles elevadores em que o pessoal se senta, é elevado uns metros e depois somos largados em queda livre. Não vou dizer o que se sente, porque diga o que disser vocês vão-se todos fartar de rir da foto seguinte.
Não sei quem é o sujeito da esquerda, mas parece-me que a experiência também não foi muito agradável para ele.

Gostaram, não gostaram?

Agora para o final em beleza, deixo-vos uma foto artística no metro (se repararem com atenção, no reflexo da janela, somos nós!)





E por fim, vejam bem com que me deparei em Oxford Street na sexta-feira!!