Este não vai ser um post sobre as aventuras por Inglaterra ou Portugal. Desta vez fui mais longe, atravessei o Atlântico!A viagem já estava marcada há uns meses, e chegado o dia lá nos metemos a caminho dos EUA.
Começou mal. Saímos de casa às 6:30 da manhã para um vôo que era às 10:30. Apanhámos logo o autocarro para London Bridge para apanhar o comboio. Chegámos lá por volta das 7h, e o comboio demorava meia-hora...em dias normais, porque calhou não haver comboios directos mais uma vez. Tivemos que apanhar um comboio até meio do caminho e depois outro. Mas o primeiro comboio não passou de marcha lenta. Demorou 45 mins a fazer metade do caminho, já me começava a imaginar voltar para casa com as malas...chegámos a meio caminho, perdemos o outro comboio. Metemo-nos no seguinte, e a primeira coisa que aconteceu foi pedirem-nos o bilhete que, não era daquela companhia, logo não podíamos ali estar. Mas o fiscal foi simpático e era só uma paragem. Mesmo assim chegámos ao aeroporto com umas 2h15 de antecedência. O check-in, apesar de muita gente, até foi rápido, pois eles têm funcioários a fazer um pré check-in com laptops que verificam logo os passaportes e as passagens. Ah, e aqui começaram os interrogatórios. Donde vêm, para onde vão, quanto tempo vão ficar, onde vão ficar, qual o objectivo da viagem, onde moram, há quanto tempo...tudo isso e mais que não me lembro.
Depois veio o pior, o controle de segurança. Tivemos que esperar 1h30 para passar nos detectores de metais...e claro que para além disso tivemos quase que nos despir. Chegamos ao free-shop já era a última chamada para o vôo...lá tivemos que correr, ainda ser revistados mais uma vez, e depois lá conseguimos entrar no avião. Dpois foram 8h de voo, a maior parte das quais passadas a dormir...e a ver os filmes que iam dando.
Chegámos ao aeroporto de Newark eram umas 13h45 hora local. Depois de sair do avião ainda íamos ter que esperar pelas malas mas pior que isso, tínhamos que passar na alfândega e na imigração, onde tínhamos que entregar os questionários que nos tinham dado a bordo, onde perguntavam, desde quanto dinheiro levávamos, até se tínhamos perseguido judeus na Alemanha nazi...
Na Imigração ainda nos tiraram a foto e para além das perguntas que já tinham feito anteriormente, tiraram as impressões digitais dos indicadores.
De seguida, foi apanhar o comboio para o centro, que demora 20mins e sai por baixo do Madison Square Garden. Pelo meio ficaram as paisagens horríveis de ferros-velhos e fábricas abandonadas de Newark e New Jersey.
A primeira impressão quando se sai da estação é de que é tudo enorme! Passeios, estradas, edifícios, automóveis! O hotel era mesmo em frente, e era também enorme, inclusivamente o átrio. Tinha 18 andares, e alguns 100 quartos por andar. Fez-me lembrar o Shining...sempre que ia nos corredores estava à espera que aparecesse o puto no triciclo...
O quarto era pequenito, mas tinha o essencial. Cama, TV e WC com duche.
Nesse dia, Sábado lá, saímos logo para ainda aproveitar o que restava do dia. Fomos logo ver umas lojas que sabíamos que eram ali perto, passámos no Empire State Building, e depois subimos a 5ª Avenida até ao Central Park. Ainda passámos pela igreja de St. Patrick, Trump Tower, delegação do ICEP, Chrysler Building...Continuava tudo a ser enorme, desde as lojas ao próprio parque...quer-me parecer que o centro de Lisboa quase que cabe lá dentro...Lá andavam as charretes puxadas a cavalo como nos filmes, mas o que o filme não transmite é o cheiro...
Atravessámos até à Broadway, e daí descemos até Times Square que põe Piccadilly Circus a um cantinho...quase que parece que é de dia quando lá se chega, tanta que é a luz! E a quantidade de gente! Nesse dia jantámos por ali mesmo, num buffet chinês. Depois andámos até ao hotel, que era a uns quarteirões dali (neste dia não nos metemos no Metro), chegámos ao quarto, arrumámos as coisas e acho que ainda não eram 22h quando adormeci...
No dia seguinte acordámos cedo para irmos, antes de mais, comprar uma máquina digital decente! Ah, e era o dia de anos da Vera, por isso tínhamos que o preencher bem.
Fomos a uma loja de judeus ortodoxos (isso mesmo) recomendada por uma amiga. Depois de pequeno almoço no Starbucks, ainda não estava aberta quando chegámos e já havia fila. Lá dentro demorámos uns 10mins. Ou se sabe ao que se vai, ou então esqueçam. Fila, empregado, que deseja, tome lá, pague, xau e volte sempre!
E aqui começámos a visita a sério. Daí fomos para o Guggenheim. Primeira grande desilusão! Estava entaipado, com andaimes e em obras!
Não dava para ver o edíficio! Entrámos, e aqui começaram as borlas. Em qualquer museu, basta-me à entrada mostrar o meu cartão de empregado dessa grande instituição que é o DB, para entrar de borla...e com as pessoas que me apetecer. Quase que fazem vénias. Por lá, vale mais a arquitectura do edifício que grande parte das obras, mas fiquei muito orgulhoso me deparar com um Vieira da Silva lá exposto.
À saída tivemos que experimentar o típico hotdog novaiorquino na rua, e acabou por ser o nosso almoço. De seguida, atravessámos Central Park (Este-Oeste não Sul-Norte, que isso são quilómetros!) e depois ap
anhámos o metro para o sul de Manhattan, para irmos ao Ground Zero.Segunda grande desilusão: o Metro! Horrível! Sujo, sem horários, sem ligações, têm que se andar kms para chegar a uma estação que depois só tem destinos muito limitados. Entra-se na estação, paga-se bilhete, e só depois na plataforma é que se sabe se há metro ou não. Se vier vem, se não vier azar...E nunca se sabe quando vem...não há nada que o diga. Tem uma coisa boa. Tem A/C que funciona!
Ora, o metro levou-nos à terceira desilusão: o Ground Zero. Provavelmente para quem conheceu o WTC, tem impacto. Para mim não teve. É um estaleiro de obras...e o memorial que lá há é um cartaz com nomes e com uma bandeira por cima...espero para ver o fim das obras.
Daí fomos a pé até à Ponte de Brooklyn,
que correspondeu às expectativas. Não atravessámos toda, fomos só até meio, mas deu para ver as duas margens: Manhattan e Brooklyn. Voltámos para trás e fomos andando a pé
pela Broadway até Canal St, perto de Chinatown e aí apanhámos o metro para o Empire State Building. Aqui apanhámos a primeira fila e controle de segurança. Demorámos uns 45mins na fila, mas depois o elevador até ao 80º andar é rápido!
Mas depois como tínhamos que ir apanhar outro elevador até ao 86º, decidimos ir a pé. Lá em cima é a vista que podem ver nas fotos...nada a dizer.Depois disso, ainda houve tempo de ir ver o Radio City Music Hall, os estúdios da NBC e a loja para comprar uns souvenirs do Conan O'Brien e do Seinfeld, e o Rockefeller Center com o pessoal a patinar no gelo.

Daqui fomos de metro
para Times Square para ir ao Hard Rock Café fazer o jantar de aniversário. Fiquei fã deste HRC porque tinha a guitarra do Dimebag exposta e consegui comprar o ursinho amaricado que o meu colega, que veste de cor-de-rosa e vê a Oprah, me tinha pedido!!

Na segunda-feira fomos a Liberty Island para ver a estátua de perto. Tivemos que ir de metro até Battery Park onde se apanha o Ferry. Tínhamos duas hipóteses: ferry de borla para Staten Island, mas que não pára em Liberty Island ou ferry a pagar até Liberty Island e Ellis Island ond
e os imigrantes eram recebidos. Decidimos pagar, e para isso ficámos uma hora na fila que dava a volta a todo o parque, para entrarmos no barco. Claro que antes lá tivemos que passar por uma tenda com detectores de metais e sermos todos revistados antes de entrar no barco.À medida que o barco se afasta começa-se a ter uma perspectiva maior de Manhattan e para mim acabou por ser a melhor maneira de a ver porque se vê toda a skyline, em vez de se ver de cima como no ESB.
Com a aproximação à ilha e com a estátua a tornar-se cada vez maior é que se fica com a sensação da imponência do monumento. Apesar de por ali haver coisas bem maiores, estar na presença de tal símbolo causa impressão.Atracámos à ilha e saímos. Demorámos meia-hora a dar a volta à ilha, que pouco mais tem do que a estátua, mas deu para tirar umas fotos fixes ao centro. Voltámos ao ferry, parámos em Ellis Island, mas nem saímos. Nesse dia estava tanto frio como hoje mesmo por aqui por Londres, e meia hora depois estávamos de volta a Battery Park. Daqui fomos a pé até Wall Street.
Subimos mais uma vez a eterna
Broadway até à intersecção com a tal rua, que mais não é do que um beco, comparando com a enormidade das outras artérias...mesmo comparando com uma rua em Lisboa, Wall Street é um beco. Fomos até ao edifício da NYSE (depois do NASDAQ em Times Square), e ficámos mesmo por aí. Depois andámos até Union Square na perseguição à camisola dos Detroit Red Wings que não encontrava em lado nenhum. Nesta altura, perdemos algum tempo nas compras mesmo, mas ainda conseguimos passar no Flatiron (se não sabem o que é, quando virem na foto hão-de reconhecer o edifício). Conseguimos andar, andar até quase ao Central Park até encontrarmos a loja da NHL onde consegui comprar a porra da camisola.
Terça-Feira. Era o último dia inteiro em NYC, por isso queríamos ir aos bairros típicos. Então saímos directos para Chinatown, que é gigantesca! Aqui em Londres, aquilo a que chamam Chinatown é essencialmente meia-dúzia de ruas com dois arcos. Lá, como tudo o resto, é em
grande. É uma cidade só por si. Vêem-se muitos turistas mas essencialmente, vêem-se chineses. Não Nova Iorquinos, chineses mesmo, que na sua maior parte aposto que nunca sequer falaram uma palavra de inglês. E prova disso era virem ter connosco com catálogos de malas e relógios de marcas falsificadas a falar em Chinês. Só apontavam e falavam em chinês, mais nada. E sempre numa correria e gritaria para todo o lado. E montes de gente...Daí fomos para Little Italy, que é pegada a Chinatown e distingue-se só porque é pejada de restaurantes italianos com gangsters Soprano-style a servirem de segurança à porta. Sentimo-nos tão seguros que ficámos ali mesmo para almoçar, e não nos arrependemos. Come-se bem e não se paga muito. E ganhámos combustível para a viagem até ao American Museum of Natural History, que se seguiu a uma breve passagem pelo SoHo. Tenho que fazer uma inevitável comparação com o Museu de História Natural daqui.
Este dá-me ideia que tem mais dinossauros! Mas o estilo é o mesmo, pelo menos em termos arquitéctónicos. Quanto às exposições, para além dos dinossauros, a que mais me impr
essionou foi a dos animais empalhados. Eles têm lá elefantes e hipopótamos, mas fiquei na dúvida se esses serão empalhados ou não...é que se são é impressionante...Saindo daqui, andámos mais uma vez, e andámos até ao Chrysler Building. Quer dizer, não chegámos bem lá. O que queríamos era uma foto fixe com o Chrysler ao fundo, e para isso fomos só até Grand Central Station. Mais uma vez, mesmo à filme. Estão a ver aquela estação de comboios com um hall gigantesco que aparece em tudo o que é filme ou série passada em NY? Majestosa! Não esperava uma coisa assim, é de tirar a respiração quando se entra lá. Pena não ter conseguido uma foto decente. Para ter a impressão é mesmo preciso lá ir...Para terminar o dia fomos até Times Square ao ESPN Zone jantar. ESPN Zone é o bar/restaurante do canal de desporto, então são dois pisos estilo Hard Rock Café só com ecrãs a dar tudo o que for possível de desporto. E aí terminámos o dia. Tínhamos que ir para
o hotel fazer as malas para no dia seguinte voltarmos.No dia da vinda de manhã, ainda conseguimos ir ver o Museum of Modern Arts (MoMA). Mais uma vez, entrada vip com o cartão do DB, e desta vez até tive direito a bengaleiro vip! Sem filas!!
Como o nome indica, arte moderna. Escultura, pintura, fotografia e design deste século, ou antes, destes dois últimos...Picasso, Andy Warhol, Cézanne, Van Gogh, etc. O que mais salta à vista é o Les Demoiselles d'Avignon do
Picasso (não é este da foto). Ah claro, e o Jaguar Type-E.Depois disto, almoçámos, comprámos a biografia do Slash, almoçámos e pegámos nas malas e aeroporto.
Quero só mencionar que, enquanto que em Londres, na ida para NY, demorámos 1h30 só para passar o controle de segurança, em NY, do hotel até à porta de embarque demorámos cerca de 1h15...(isto inclui comboio, check-in e controle de passaportes)...que tristeza de autoridades que temos por aqui...
Por curiosidade, só para ficarem a saber, os chocolates que comprámos no dutyfree não nos foram entregues quando pagámos. Só quando estávamos a entrar no avião é que os distribuíram pelos passageiros...curioso.
Depois de mais 7h de voo a ver os Transformers, lá chegámos. A mala da Vera chegou partida, reclamámos à Continental, comprámos mala nova e eles pagaram por inteiro. A vinda para casa
foi tão má como a ida para o aeroporto. Mais uma vez, não conseguimos comboi directo e demorámos uma 1h30 a chegar a casa...mas chegámos, e foi uma bela viagem!! Até à próxima, que se calhar é mais próxima do que vocês pensam!!!!! ;-))
1 comment:
You went to America for holiday?! How cool that was!! The pictures are very nice.. you have the potential to become a professional photographer in the future.. Well done again! and How Sweet!!!
Post a Comment