Rebentam bombas em Londres, eu estou cansado de Dublin e estou a pensar em ir para Paris. Sim, ouviram bem.
O que custa é sair do país pela primeira vez.
Mas porquê? (Atenção, daqui para a frente este post vai ter um conteúdo exploratório).
Sinceramente, não sei se quero voltar para Portugal. Primeiro porque viver longe de casa é uma experiência única. A sensação de independência e de liberdade é única. Andamos à vontade, a responsabilidade de tomar conta de nós é viciante e o conhecer pessoas de todo o mundo também mudou a minha vida.
Mas Dublin é pequenina. A República da Irlanda tem 4 milhões de pessoas dos quais 1 milhão estão em Dublin. Este país não consegue gerar empregos suficientes (estou cansado do meu, quero mudar e não consigo) e além disso a cidade e a cultura são demasiado diferentes da lusitana para que eu me sinta em casa. Não me entendam mal, os irlandeses são um povo espectacular. Afectuosos, bondosos e simpáticos. A única questão é que... não são latinos.
Ora bem, onde é que Paris cai aqui no meio? A minha ex-namorada é francesa. Ela quer sair de Dublin e ir para Paris trabalhar e eu estava a pensar em ir com ela. Quando fui com ela a Paris fiquei apaixonado pela cidade, fiquei com vontade de ir trabalhar. Mas...
Para começar, preciso de aumentar as minhas qualificações informáticas para vingar lá. Não me falta experiência, falta-me canudo. Felizmente em informática não preciso de terminar o curso. Para quem percebe disto, estou a falar das míticas Certificações.
Ok, qual é o meu plano? Das duas uma. Voltar para Lisboa, aceitar um emprego de um amigo meu, trabalhar para arranjar as certificações e quando a Céline tiver casa, abancar num pedaço de chão até arranjar emprego; ou; ficar em Dublin num emprego menor e seguir a mesma estratégia.
Porque é que eu quero ficar em Dublin num emprego menor quando tenho uma oferta de trabalho na minha área em Lisboa?
Porque se ficar em Lisboa tenho medo de perder a coragem de sair do país. Tenho medo de me habituar a viver com a minha mãe outra vez, e de acabar por voltar a cair na mesma monotonia em que vivia antes de vir para Dublin.
Porque é que não fico em Dublin num emprego menor?
Porque trabalhar na minha área sempre ajuda a construir cv, e experiência hands-on é vital.
Dilemas.
Meus amigos, não duvidem de uma coisa: eu adorovo-vos. Dizem que os amigos são a família que escolhemos e no vosso caso é verdade. Mas quando saí do país testei-me a níveis nunca vistos e adorei. E não consigo deixar de querer mais. A independência é viciante.
Agora para fechar, vou citar a Mary Melody:
"[...]farta de trabalhos de seca, farta de aturar gente doida...podia mas não digo, porque parece mal..."
Saturday, July 09, 2005
Friday, April 22, 2005
Correcção
Quando falei em "...aventuras britânicas..." referia-me ao facto de a Irlanda pertencer às Ilhas Britânicas por isso, quer queiram quer não, são Britânicos, independentemente de pertencerem à Grã-Bretanha ou não.
Bem, vieram-me as lagrimas aos olhos...
Eh pa, quando o Joao escreveu aquela coisa de ter criado o blog para manter lacos comigo, ate me vieram as lagrimas aos olhos.
Mas para ja, uma correcaozinha: eu estou em Dublin, capital da Republica da Irlanda, e nao na Gra-Bretanha. Vir aqui dizer que isto pertence ao UK e a mesma coisa que pedir para levar uma tareia. Eles levam muito a serio a independencia deles.
Segundo, o Joao tem toda a razao. O viver numa casa alugada, sem net, limita muito aquilo que consigo fazer. Junta-se a isso o preco das chamadas e temos problemas. Para piorar a depressao, agora so devo voltar a Lisboa em Agosto :(
Rapaziada, eu vou tentar aparecer mais no MSN. Eu costumo ter a ferramenta ligada mas a dar a ideia que estou offline porque a minha chefe senta-se mesmo ao meu lado. Por isso, ja sabem. Se querem falar comigo, mandem um mailzito e eu ligo-me, se ela nao estiver a olhar.
Agora, voltando ao DFL, se alguem mandar o mp3 dessa musica para a minha conta no gmail (rui.pacheco@gmail.com), agradecia.
Bem, beijos e abracos
Ogami Itto
Mas para ja, uma correcaozinha: eu estou em Dublin, capital da Republica da Irlanda, e nao na Gra-Bretanha. Vir aqui dizer que isto pertence ao UK e a mesma coisa que pedir para levar uma tareia. Eles levam muito a serio a independencia deles.
Segundo, o Joao tem toda a razao. O viver numa casa alugada, sem net, limita muito aquilo que consigo fazer. Junta-se a isso o preco das chamadas e temos problemas. Para piorar a depressao, agora so devo voltar a Lisboa em Agosto :(
Rapaziada, eu vou tentar aparecer mais no MSN. Eu costumo ter a ferramenta ligada mas a dar a ideia que estou offline porque a minha chefe senta-se mesmo ao meu lado. Por isso, ja sabem. Se querem falar comigo, mandem um mailzito e eu ligo-me, se ela nao estiver a olhar.
Agora, voltando ao DFL, se alguem mandar o mp3 dessa musica para a minha conta no gmail (rui.pacheco@gmail.com), agradecia.
Bem, beijos e abracos
Ogami Itto
Down For Life
Há bocado quando escrevi o post lembrei-me que este nome já é usado há tanto tempo que já nem nos lembramos o que significa. Alguns nem sabem do que se trata, por isso deixo aqui também a letra da canção, só naquela da nostalgia, porque afinal os Biohazard já vieram dizer que vão lançar agora o último albúm e depois vão acabar, por isso, Down For Life, restamos nós...
If you were to ask for a favor
There is no such thing, just natural behavior
You see we're family inside
To say we're down with you, yo we say it with pride
Because to us you're real people
Never talkin' down, always as an equal
We're brothers of blood, we share the knife
And now we'll see, Who is down for life
But you front and leave us in doubt
We know who you are and what you're all about
Not sharing mutual respect
And Having to worry about stickin' out our necks
Instead of crying about the loss
We're thankful for those who are down for the cause
We live our lives full of rage
Keepin' ourselves down, mentality of the stone age
Negative emotions project zero
Worryin' and hating, you'll never be a hero
Reach around our back and pull out the knife
And knowing exactly who's down for life
We're brothers of blood, we share the knife
And now we'll see, Who is down for life
If you were to ask for a favor
There is no such thing, just natural behavior
You see we're family inside
To say we're down with you, yo we say it with pride
Because to us you're real people
Never talkin' down, always as an equal
We're brothers of blood, we share the knife
And now we'll see, Who is down for life
But you front and leave us in doubt
We know who you are and what you're all about
Not sharing mutual respect
And Having to worry about stickin' out our necks
Instead of crying about the loss
We're thankful for those who are down for the cause
We live our lives full of rage
Keepin' ourselves down, mentality of the stone age
Negative emotions project zero
Worryin' and hating, you'll never be a hero
Reach around our back and pull out the knife
And knowing exactly who's down for life
We're brothers of blood, we share the knife
And now we'll see, Who is down for life
Aiiii....véspera de férias....
Bem, pelos vistos nunca mais ninguém ligou a isto. Não vos censuro. Não há tempo para nada, ou noutros casos, não há paciência (fracos!!).
Agora como tenho uns 5 minutitos vou aproveitar p escrever uma bacorada qualquer. Estou em véspera de ir de férias mas também de não ir. Tinha as férias marcadas mas adoeceu uma colega e estive para não ir, mas afinal parece que vou.
Seja lá como for, foi um baque no coração ver-me sem poder ir de férias. Mas antes pensava que não estava assim tão cansado até podia não ir, mas mal houve a hipótese de não as ter foi o pânico. Lição: é sempre melhor ir de férias, pelo sim pelo não.
Outra coisa que me preocupa é o facto do Rui nunca mais ter postado nada. Alguém que se julga tão eloquente não pode deixar de postar algo, nem de mandar mails. Como pode ele dar de beber à sua sede criativa?
Precisamos de mais pormenores das tuas aventuras britânicas, afinal foi uma das razões pelas quais criei o blog, para não se perder o contacto (não que nos interesse alguma coisa, mas fica sempre bem manter uns laços, não se vá precisar dum alojamento em Dublin).
Um dia destes vamos aí, em excursão TODOS...ou se calhar não, afinal de contas, por estes dias nunca sei quando posso tirar férias...
O Ice também anda sempre sem tempo (pelo menos para ver os dvds que lhe empresto), o Toni anda a ajudar a parir os filhos do Luís Filipe e o Dani...bem, o Dani deve poder ir ter contigo. Mas pelo sim pelo não, é melhor irmos postando...
Agora como tenho uns 5 minutitos vou aproveitar p escrever uma bacorada qualquer. Estou em véspera de ir de férias mas também de não ir. Tinha as férias marcadas mas adoeceu uma colega e estive para não ir, mas afinal parece que vou.
Seja lá como for, foi um baque no coração ver-me sem poder ir de férias. Mas antes pensava que não estava assim tão cansado até podia não ir, mas mal houve a hipótese de não as ter foi o pânico. Lição: é sempre melhor ir de férias, pelo sim pelo não.
Outra coisa que me preocupa é o facto do Rui nunca mais ter postado nada. Alguém que se julga tão eloquente não pode deixar de postar algo, nem de mandar mails. Como pode ele dar de beber à sua sede criativa?
Precisamos de mais pormenores das tuas aventuras britânicas, afinal foi uma das razões pelas quais criei o blog, para não se perder o contacto (não que nos interesse alguma coisa, mas fica sempre bem manter uns laços, não se vá precisar dum alojamento em Dublin).
Um dia destes vamos aí, em excursão TODOS...ou se calhar não, afinal de contas, por estes dias nunca sei quando posso tirar férias...
O Ice também anda sempre sem tempo (pelo menos para ver os dvds que lhe empresto), o Toni anda a ajudar a parir os filhos do Luís Filipe e o Dani...bem, o Dani deve poder ir ter contigo. Mas pelo sim pelo não, é melhor irmos postando...
Monday, January 31, 2005
A/C do tempo do Salazar
Venho aqui trazer à baila um assunto que me parece por demais pertinente para o deixarmos passar em branco. Ele foi referido pela anterior postadora, e ao ler as suas linhas isso fez-me reflectir sobre o assunto. Ora, falo nem mais nem menos dos Ares Condicionados do tempo do Salazar.
Como seriam? Funcionariam? Isto leva-nos mesmo ao existencialismo da coisa: já existiriam? Se sim, para que serviriam (não me recordo que tempo verbal é este que estou a empregar, mas está-se a tornar deveras irritante. Gostam?), para onde iriam, donde viriam?
Imagino o Dr. António de Oliveira com as suas famigeradas botas, na sua não menos famigerada cadeira, no seu gabinete, com um desses aparelhos por perto, irritadissimo porque aquilo só dava frio, ou só dava quente, ou muito frio ou muito quente. Consta que foi mesmo por causa dessa irritação (não só temperamental como também ao nível nasal) que mandou abolir os tais aparelhos, daí que para o comum dos mortais fosse como se não existissem, simplesmente foram erradicados do país. Enviados para o degredo, pediram asilo político em repúblicas mais, digamos, democráticas, onde, então, progrediram (sim porque no tempo de Salazar SÓ existiam A/C em Portugal, depois de expulsos do país, reinventaram-se e proliferaram por esse mundo fora). Voltariam anos mais tarde ao nosso país, muito depois da ditadura, pela mão dessa multinacional da cultura, tão somente com o objectivo de patrocinar o glorioso. A coisa correu bem, e foi então que se deu o "baby boom" do A/C em Portugal, estes muito mais avançados que os do tempo do Dr. António. A coisa correu tão bem que a multinacional referida acima alienou o negócio dos A/C, gerando lucros tais, que se passou a dedicar exclusivamente à venda a retalho de produtos cultrais.
Daí que a expressão usada pela postadora anterior seja perfeitamente justificável, pelo facto de o seu A/C ser um daqueles que o Dr. António de Oliveira condenou ao degredo (este talvez, refugiado num qualquer sótão ou cave de uma refundida habitação lisboeta), e não um dos avançadíssimos comercializados pela FNAC.
Como seriam? Funcionariam? Isto leva-nos mesmo ao existencialismo da coisa: já existiriam? Se sim, para que serviriam (não me recordo que tempo verbal é este que estou a empregar, mas está-se a tornar deveras irritante. Gostam?), para onde iriam, donde viriam?
Imagino o Dr. António de Oliveira com as suas famigeradas botas, na sua não menos famigerada cadeira, no seu gabinete, com um desses aparelhos por perto, irritadissimo porque aquilo só dava frio, ou só dava quente, ou muito frio ou muito quente. Consta que foi mesmo por causa dessa irritação (não só temperamental como também ao nível nasal) que mandou abolir os tais aparelhos, daí que para o comum dos mortais fosse como se não existissem, simplesmente foram erradicados do país. Enviados para o degredo, pediram asilo político em repúblicas mais, digamos, democráticas, onde, então, progrediram (sim porque no tempo de Salazar SÓ existiam A/C em Portugal, depois de expulsos do país, reinventaram-se e proliferaram por esse mundo fora). Voltariam anos mais tarde ao nosso país, muito depois da ditadura, pela mão dessa multinacional da cultura, tão somente com o objectivo de patrocinar o glorioso. A coisa correu bem, e foi então que se deu o "baby boom" do A/C em Portugal, estes muito mais avançados que os do tempo do Dr. António. A coisa correu tão bem que a multinacional referida acima alienou o negócio dos A/C, gerando lucros tais, que se passou a dedicar exclusivamente à venda a retalho de produtos cultrais.
Daí que a expressão usada pela postadora anterior seja perfeitamente justificável, pelo facto de o seu A/C ser um daqueles que o Dr. António de Oliveira condenou ao degredo (este talvez, refugiado num qualquer sótão ou cave de uma refundida habitação lisboeta), e não um dos avançadíssimos comercializados pela FNAC.
Thursday, January 20, 2005
Mas quéisto e tal...
Mas quéisto e tal? Tou para aqui sem fazer nada quase a tarde toda só porque tenho que ir jogar à bola. Ou seja, estou no emprego e só não me vou embora porque vou jogar futebol a seguir ao trabalho com os colegas. Se não estivesse no emprego, não ia jogar à bola, e no entanto estou no emprego e não tou a fazer nada. Onde é que eu quero chegar com isto perguntam vocês? Também não sei. Iniciei este post com uma ideia que me parecia dar um post fixe mas entretanto embrulhei-me tanto nas palavras que me esqueci completamente daquilo que ia dizer...enfim...é assim, a idade não perdoa. Agr parece-me que os poucos posts que ainda faço aqui se vão tornar ainda mais raros dado que, parece-me que lá encontraram aqui qualquer coisa para eu fazer, ser backup dum colega que faz umas reconciliações, que têm inicio por esta altura do mês...mas isto traz-me um problema: NUNCA NINGUÉM SE LEMBROU DE ME ARRANJAR UM BACKUP!!! Isto é, caso o meu colega não possa estar cá, tenho que cá estar eu para fazer o trabalho dele (na segunda quinzena do mês), mas caso EU não possa cá estar para fazer o meu trabalho não há ninguém para o fazer (na primeira quinzena do mês), isto é, tenho que cá estar o mês inteiro!!! Então quando é que eu posso tirar férias? Não posso...faltava-me esta hein?
Reflictam sobre isto e depois façam uma petição qualquer do estilo "Libertem o Macara!!".
Reflictam sobre isto e depois façam uma petição qualquer do estilo "Libertem o Macara!!".
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