Monday, September 24, 2007

Férias de Emigrante

Este post provavelmente já vem um bocado tarde, mas não quis deixar de cumprir com o prometido no último post.
As férias...parece que já passou tanto tempo que já preciso de outras...mas ainda nem um mês um passou e já sonho com as próximas...
Foram duas semanitas que acho até foram bem aproveitadas...para o bem e para o mal, houve muito acontecimento. E diga-se, foram férias típicas de Emigrante! Senão reparem...
Fomos em Agosto, o mês de eleição do franciú para ir a Portugal. E uma vez em Portugal, para onde se vai? Para a terrinha!
Ora, foi exactamente isso que aconteceu. Mal tive tempo de pousar as malas no chão, já me estava a meter no carro para ir até Chaves, mais concretamente, Vilarelho da Raia! Onde havia a festa! A festa da terra que celebra o regresso dos emigrantes a casa.

Não se passou nada de especial, foi mesmo para ir ter com a família, e relaxar um bocado no campo. Foi um fim-de-semana que apesar de tudo foi relaxante.

Segunda de manhã lá me meti no carro outra vez para ir para o meu destino de eleição, as Seychelles!
Pelo caminho apercebi-me que não dava para ir de carro, então decidi ficar mesmo pelo que de mais parecido há em Portugal...a Praia da Torreira!

Aí sim, esteve-se bem (apesar de uma ou outra partida do tempo), deu para aproveitar uns belos dias de praia, sair à noite com os amigos, ir à praia, sair à noite com os amigos, ir à praia, sair à
noite com os amigos...bem, percebem a ideia, as férias que se querem no Verão...e não só.
Por lá fiquei até ao fim-de-semana seguinte, quando me meti à estrada para ir até Lisboa e Sesimbra. Meti-me à estrada é como quem diz, mal saí de casa dei uma curva mal dada, entrei em contramão e espetei-me de frente noutro carro. Nem travei, só ouvi mesmo o som da batida...Depois de uma hora a tentar endireitar o carro, consegui seguir viagem mas só até Torres Novas, onde a junta do motor queimou, resultado de o radiador ter ficado inutilizado na batida...agora ainda lá está na oficina à espera de arranjo e eu fui de táxi para casa...
Depois fui ficar essa semana a Sesimbra, com uns dias intercalados em Lisboa. Mais praia, sol, calor!! Depois de um ano de espera cada bocadinho na praia com pouco sol e vento sabia melhor que um fim-de-semana inteiro de Verão por estas bandas.

Entretanto, tão perto de Lisboa, consegui finalmente arranjar tempo para ir estando sempre que podia com os melhores amigos nuns jantares, almoços, idas ao Bairro Alto, jogos do Benfica em casas por mobilar...cenas normais.
E estava-se a aproximar o culminar das férias do emigrante. Não porque me ia embora de avião para mais um ano de trabalho, mas porque como qualquer emigrante que se preze, fui ao casamento duma prima!! Mas fiquei mto triste...nessa altura já não tinha o meu carro comigo, não pude ir em desfile com fitinhas brancas e cor-de-rosa nos retrovisores e antena...e nos tampões das jantes, e nos puxadores das portas...e nos limpa pára-brisas...a buzinar até a buzina não berrar mais..não pude fazer isso... :-((
Mas pronto, numa nota mais positiva podem apreciar os mais elegantes da festa nestas imagens da foto-reportagem da Caras, ou Vip, ou não, estão me agora a dizer que sairam na !Hola! e na !Hello!



Espero não perder o timing do próximo post, a ver se arranjo tempo ainda esta semana porque já houve mais dois concertos e quero-vos também contar da visita a Holland Park.

Beijos e Abraços!

Tuesday, September 11, 2007

AILD, Darkest Hour, Himsa, Architects

Este é mais um daqueles posts aborrecidos em que eu conto como foi um concerto...ou será que não? Será que irá haver uma revelação algures? Talvez mais para o final? Algo embaraçoso? É só para vos aguçar o apetite e os obrigar a ler até ao fim!
Este passado sábado fui a mais um concerto, no Mean Fiddler, que aparentemente agora se vai passar a chamar Astoria 2, o 1 é mesmo ao lado e parece que é tudo do mesmo dono.
4 bandas, das quais três são das melhores no género: As I Lay Dying, Darkest Hour e Himsa. Vá não se deixem assustar pelos nomes, eles até são mansinhos. A quarta banda eram os Architects.
Comecemos pelos últimos, que eu não conhecia. Aparentemente são de Brighton (lembram-se do último post?) e o som, de gay, tem muito pouco. Muntopôco! Tenho a dizer que dentro do metalcore são dos melhorzinhos que ouvi por cá. Nota-se qualquer coisa de Converge ali no meio. Não tocaram mais que cinco músicas, acho.
A seguir vieram aqueles que eu provavelmente mais queria ver, os Himsa que, para quem não sabe, significa fazer mal, muito mal!! MUAAHHAHAHAHA!!
Estória curiosa, um bocado antes, fui ao sítio onde vendiam o merchandising. Como eram quatro bandas e só há um espaço para isso, dividiram AILD e Darkest Hour nesse espaço e puseram Himsa e Architects a vender num canto escuro perto do bar. Tão escuro que eu para ver o que vendiam tive que ligar o flash do telemóvel. Estava lá um tipo, que mal se via, a quem pedi uma t-shirt. Ele disse-me que estava a tentar organizar os tamanhos e que já me atendia. Esperei um cadito e tal, depois ele lá me chamou e vendeu-me a t-shirt. Simpático e com cara familiar...mas estava tão escuro que não percebi quem era.
O concerto deles acabou por ser curto, o som podia estar melhor, mas não deixou de ser bom. Os guitarristas fixes, e o vocalista AH! o vocalista! O gajo que me vendeu a t-shirt! Era isso! Era daí que eu o conhecia....Excelente na interacção com o público. Sempre a cantar junto dos miúdos que estavam nas grades. Foram fixes! E o albúm novo sai proximamente.
Darkest Hour – para mim foram a banda da noite. Eu ainda não conhecia o novo albúm, mas é excelente, tão bom como o Undoing Ruin. Puseram o recinto todo a mexer mas para mim o melhor foram os guitarristas. Nunca tinha assistido dois tipos a tocar tão rápido e tão sincronizados! Impressionante e muito bom de ver ao vivo. O som esteve muito perto de excelente!
E é com As I Lay Dying que vem a minha revelação. Ora aqui importa enfatizar dois pontos. Até esta altura do concerto eu tinha-me mantido perto do meio-frente, mosh pit e já me sentia cansado, então decidi vir-me encostar à “cabine”, mais atrás.
Ponto1 - a juventude britânica não é propriamente baixa, o que me dificulta um pouco as coisas, como devem calcular, dado que se a juventude portuguesa já é em relação à minha altura o que é, pois então devem calcular os ingleses. Portanto, quanto mais atrás menos vejo para o palco.
Ponto 2 – Por cá, é mais comum venderem-se aquelas latas de cerveja de 50cl do que as de 33. Mesmo nos supermercados, das de 33cl só em 6-packs, porque avulso só as de ½ litro (porque será?). Mas o que é mais surpreendente é que no Mean Fiddler vendem dessas latas ao público, que é algo que não consigo compreender. Com tanta segurança e dão latas de ½ litro ao pessoal INGLÊS que facilmente as pode arremessar? Ok...
Dadas estas premissas, que decidi eu fazer? Algo que já tinha tentado em concertos anteriores no mesmo recinto.
Apanhei duas latas do chão, esmaguei-as, encostei-me de costas para a cabine, pus-me em bicos dos pés, encostei os calcanhares à parede, latas por baixo dos calcanhares e, já está! O João ganhou 5 cms!!! (de altura, quanto ao comprimento já não há mais nada a fazer...ainda mais...). E assim se via o palco!!! AH!!
Quanto aos rapazes, tocaram as canções mais conhecidas, e também muitas do albúm novo que, curiosamente, se chama An Ocean Between Us!!!! O som não estava. Nem tão bom como Darkest Hour, nem tão mau como Himsa, principalmente uma das guitarras, mas tecnicamente foram muito bons. O vocalista é que já mudava de look. Aquele ar de menina não o favorece nada – cabelo escuro comprido todo esticado, mangas cavas...aquilo se vestisse uma camisola vermelha e lhe pusessem uma bola nos pés aposto que se fartava de falhar golos!! Amélia!!
Este chegou ao fim, mas não se levantem dos vossos lugares (como dizia aquele senhor do 123, lembram-se? Que é feito dele?) porque proximamente ponho aqui o resumo das férias e inclusivamente com Cenas de um Casamento, isso mesmo, Cenas de um Casamento (“Então, vóssemecê é que é o pai da noiva, hein?”).

P.S. Incluí à esquerda um link para os vídeos que vou fazendo nos concertos. Nada especial, coisas de segundos, e já lá tem As I Lay Dying.

Monday, August 06, 2007

(B)Right On

Vocês por aí acham que têm muita razão de queixa do Verão, não está tão quente como devia, há muitos dias de chuva, etc. Pois, quem me dera!! Aqui, só chove! Só não se anda de sobretudo porque não estão temperaturas negativas, porque de resto, é só o que falta. Mas vocês devem andar a par das cheias e da porcaria de temperaturas que se fazem sentir por cá agora. E não me venham com a conversa "Ah isso é Londres, o que é que esperas?", pois mas o ano passado também cá estive no Verão e não foi assim. Havia Sol! E calor! Especialmente, no metro, em hora de ponta!
Esta conversa toda porquê? Porque como vimos que as previsões para este fim-de-semana eram cerca de 28º e sem chuva (IUPI!!) decidimos ir...à praia!
E qual a praia mais em conta? Brighton! E perguntam vocês: "Sim, e então, o que é que isso tem de especial?" (Vá, perguntem lá, eu espero, vá, todos juntos e aos 3...1...2...3!). Em primeiro lugar, tem mar! Londres não! Em segundo lugar...é um destino preferencialmente...como pôr isto...cof...gay...cof!
E isso ficou logo bem patente em London Bridge, quando lá chegámos por volta das 11h. Éramos quatro desta vez, 3 rapazes e uma rapariga. O Edgar, o Rui, Eu e a Vera. Já na fila, ou melhor, bicha, para se comprar o bilhete, não se distinguia bem. Porquê tanta dificuldade em distinguir? Porque Eles nos seus 60 e tal anos, usavam vestidos côr-de-rosa de folhos que mal tapavam as virilhas, sapato de salto alto e meia branca com rendinhas, sem se preocuparem em fazer a barba (pelo menos nas zonas mais evidentes) e Elas preferiam a calça de ganga arregaçada, com bota da tropa e suspensórios, por cima da camisola interior de alças branca, com penteado à fuzileiro.
E assim, muito ingenuamente, fomos pensando que, estando um dia fantástico e sendo Brighton um destino, vá, colorido, que estava muita gente na fila, perdão, bicha, por causa disso...Mais tarde veio-se a constatar que eles, elas, todos, iam mas não pelo sol...
A viagem adivinhava-se alegre e muito longa. No entanto, apesar de o comboio ir a rebentar, pelas costuras, não vimos muita dessa fauna, e cerca de 1h depois chegámos ao destino.
Como já era hora de almoço, e estávamos todos esfomeados, só pensávamos em comer.
A primeira coisa que fizemos foi, antes de ir à praia, procurar um sítio para comer...Lá nos metemos por umas vias estreitas e recônditas (ou a estrada subterrânea como o Rui chama a uma rua que passa por baixo de um viaduto), e fomos para a zona que pareceu mais animada.

Muitas bandeiras arco-íris, muita fauna local (neste caso acho que é mais flora, não fauna) e quanto mais descíamos, mais gente se acumulava. Depois começámos a notar que havia música, muita bandeira e animação. Muita gente vestida de côr-de-rosinha! Foi então que percebi!! Era a apresentação do plantel do Benfica!
Mas depois não reconheci nenhum jogador...mas havia muitos jogos! Jogos do vai-vem da salsicha, ambulâncias a carregar por trás, corridas de costas num milheiral, concursos de saltos de cú para a picha, carros a pegar de empurrão, enfim, um não terminar de divertimentos.
Aí sim, percebemos que era o dia da Parada Gay!!

Eles/Elas seja o que fôr, não tinham ido à praia! Iam à parada!! Por isso é que havia assim tantos! Tantas! Seja o que fôr! Foi a loucura! Ainda assistimos a uns quantos carros alegóricos, mas não ficámos muito tempo porque tínhamos que comer.
Mas ainda assim deixo-vos as melhores fotos. Ah, gostei muito dos slogans como "Anything Goes" ou "Brighton Both Ways"!




Depois disso fomos almoçar. E que melhor almoço que um Full English Breakfast? Escolhemos com cuidado o café, e fomos os quatro. E foi aí que surgiu o momento do dia. A já mítica conversa da figueira. A dada altura, pediram-se panquecas, com xarope de plátano ou cedro ou ácer ou lá como se chama a árvore. Não sei porquê começou-se a falar de marmelos. Se calhar foi pela ocasião, não me lembro. Mas pronto, a dada altura perguntou-se qual a árvore que dá os marmelos, ao que eu respondi, o marmeleiro. Mas então eis que surge a questão existencial do Rui. Não, o marmeleiro não me parece. Se não, que fruto dá a figueira?
A primeira reacção foi de estupefacção. Ele estava a brincar...Não! Não estava! Ora, a reacção seguinte foi de gargalhada geral. FIGOS , RUI!! FIGOS!! A FIGUEIRA DÁ FIGOS!!! Tenta compreender a lógica. Marmeleiro - Marmelos, Laranjeira - Laranjas, Pereira - Pêras, Figueira - FIGOS!!!E assim se passou a hora de almoço. Depois fomos caminhando pelas ruas mais movimentadas, a animação continuava por toda a parte, até chegarmos ao MAR!! MAR!!!! Praia!!! Mas o que é isto?? A areia?? Onde é que está a areia?? Olha, é só calhaus! Como não estávamos preparados para ir ao banho, decidi ir pelo menos ver a temperatura da água. Descalcei-me...Erro Crasso! O calhau magoa como a porra! Consegui descobrir que a água é mais quente que Sesimbra (pelo menos em dias com 28º).


Sentámo-nos um pouco pelos calhaus mesmo, e depois fomos ver mais um bocadito da localidade.
Fomos ao Brighton Pier, que mais não é do que uma Feira Popular num pontão. Ainda tivemos tempo de ver o resto da zona central e sentar para comer um geladinho numa esplanada, e passar pelo Royal Pavillion.
Para terminar de uma GRANDE e GLORIOSA forma , e para demonstrar que Brighton não é só gay, também tem aspectos muito machos, deixo-vos a descoberta que fizemos numa montra local!

Sunday, July 22, 2007

London Dungeon e outros assuntos

Vou postar este porque tenho fotos, mas as histórias a contar não são grandes peripécias, apesar da London Dungeon ter tido a sua piada.
Com tempo que se tem feito sentir, falta a imaginação sobre o que fazer por cá. Como devem já ter visto nas notícias, só chove! Por isso, há que aproveitar os poucos momentos que há sem chuva para fazer qualquer coisa que não seja ficar fechado em casa.
No dia 12, apesar de ter sido a meio da semana participei no JPMorgan Chase Corporate Challenge, na equipa do meu departamento. Foram 5,6km a correr por Battersea Park. 25,000 pessoas, num circuito fechado, o que complica as coisas em zonas mais apertadas, mas que não é desculpa para os 31,58mins que demorei. Mesmo assim, para quem só treinou uma vez, acho que nem me saí muito mal. Ao lado, uma foto da preparação momentos antes da partida.

Saltando para este fim-de-semana, e depois de vermos o 5º Filme na semana anterior, foi altura de a Vera ir buscar o 7º e último livro do Harry Potter. E para celebrar fomos a King´s Cross à Plataforma 9 3/4 para ela ver qual a sensação de embarcar no comboio para Hogwarts. Ah pensavam que a plataforma não existia e era só nos filmes? Então vejam:














E pouco mais se fez no Sábado...
Domingo decidimos ir à London Dungeon. Depois de tanto ouvir a canção de Misfits achei que lá devia ir.


I don't wanna be here in your London Dungeon
I don't wanna be here in your British hell
Ain't no mystery why I'm in misery in Hell
Here's hoping you're swell

É essencialmente uma casa do terror estilo a Feira Popular, mas maior. Aborda os temas mais horríveis da História de Londres como a Peste Negra ou o Grande Incêndio de 1666, Jack The Ripper e cada zona ou atracção é relacionada com o tema.
Saímos em London Bridge, e aquilo era já ali. Tão perto, tão perto que a fila passava a porta da estação. Esperámos perto de 1hora para entrar. Depois de se entrar é como a Casa do Terror.
Mas tira-se logo uma foto. Cada um de nós tentou fazer a cara que mais se adequava à situação. A mim iam-me cortar a cabeça, por isso não quis parecer demasiado feliz....Já ela parece ter prazer...
Desculpem lá a qualidade da foto, mas eu tirei a fotografia à fotografia que nos tiraram lá...
Mas dá para perceberem a ideia...
Ainda tirei mais umas fotos lá dentro, mas aquilo é um bocadito para o escuro, se é que me entendem...
Por isso vou relatar as partes a que achei mais piada.
Uma voltinha num túnel, num barco, na água, em que quase não há luz, e que às tantas roda 180 graus, fica de costas e vai de costas até ao final. Não vos conto o que se passa para experimentarem, mas a sensação de ir de costas, no escuro, sem saber o que irá acontecer, arrepia.

Depois, por entre muitas caminhadas por entre cenas horripilantes com bonecos de cera e actores pelo meio, chegamos ao fim, onde se simula a sensação de estar numa forca...aqueles elevadores em que o pessoal se senta, é elevado uns metros e depois somos largados em queda livre. Não vou dizer o que se sente, porque diga o que disser vocês vão-se todos fartar de rir da foto seguinte.
Não sei quem é o sujeito da esquerda, mas parece-me que a experiência também não foi muito agradável para ele.

Gostaram, não gostaram?

Agora para o final em beleza, deixo-vos uma foto artística no metro (se repararem com atenção, no reflexo da janela, somos nós!)





E por fim, vejam bem com que me deparei em Oxford Street na sexta-feira!!

Monday, July 09, 2007

Sick Of Le Tour de France and The Gimme Gimmes vs. Metallica's Glassjaw

Como vos tenho vindo a habituar, e dado que não vos quero desiludir (bem, na verdade quero somente aborrecer-vos muito), este post não vai fugir à regra dos últimos e vai ser longo.
Tudo começou numa enevoada tarde de quinta-feira, logo após ter voltado daí de Portugal. Ah claro, esqueci-me de mencionar que estive por essas terras há pouco tempo...àqueles com quem tive a sorte de estar, :-)) , aos outros, paciência, fica para a próxima. Ora, nesse fim-de-semana não se parou. Do aeroporto para estar com a família, daí para a praia, da praia para a família, depois até casa estar com uns amigos, depois bairro alto, depois mais praia no dia seguinte e depois mais família e mais amigos até ao aeroporto na segunda-feira para voltar para aqui.
Mas voltando à enevoada tarde de quinta-feira, fomos a Islington (nem mais) ver os Sick Of It All, pela segunda vez desde que cá estou. Não há grande história a contar...duas bandas inglesas a abrir: a primeira eram uns putos cujo vocalista insistiu em actuar o tempo todo na plateia entre a assistência; os segundos, eram os 30&Um mais em vez de ser Linda-A-Velha Hard Core, era mesmo subúrbios de Londres. Até o vocalista era matraquilho como o outro. E os guitarristas mto mauzinhos...Depois tocaram os Crime In Stereo mas não me lembro de nada...Estranho...

Com SOIA foi a festa do costume, embora desta vez tenhamos decidido ficar nas grades. Pelas fotos vêm que estávamos bem perto deles. Tão perto que no fim, foi tudo para cima do palco outra vez. Acabou com o Us Vs. Them, para não variar.
No dia seguinte, fomos ver quem? Me First & The Gimme Gimmes, as lendas! Mas!! Com uma surpresa!!! O Fat Mike não veio!! Então quem tocou? Joey Cape e Dave Raun dos Lagwagon, Spike dos Swingin’ Utters, Chris Shiflett dos Foo Fighters e no baixo?? Eric Melvin, dos NoFx!!!
Desta vez foi no The Forum, em Kentish Town. As bandas de suporte foram os Pickled Dick, três miudinhos muito novos a tocarem punk rock rasgadinho, que até é fixe. Curti o guitarrista que era uma mistura do Ché Nevez (mais tarde explico) com o Sideshow Bob dos Simpsons. Era a tromba do Ché mas com o cabelo do Sideshow Bob! Pena não ter conseguido uma foto decente...

A seguir foram os TAT, mais três personagens, desta vez com uma menina a cantar, um rockzito apunkalhado, mas muito para rádio tocar.

Por fim, lá apareceram as lendas, todos vestidos de cowboy, apresentaram o Melvin e começaram. Não sei quanto tempo tocaram, mas foi muito bom e muito tempo! Tocaram mooonnttes de músicas. E entre cada uma das músicas, antes de todas, diziam sempre, sempre "Eric Melvin is a Gimme!" e "This one's a cover.." (para quem não sabe, eles são uma banda de versões, toooodas as canções são covers....). Foi uma noite bem passada...

Isto foi há duas semanas...

Este fim-de-semana, foi um fim-de-semana da marcos históricos...a ver se não me esqueço de nada!
Ora...começámos na sexta com a apresentação do Tour de France, em Trafalgar Square. Fomos ver a apresentação das equipas e lá apoiámos o coitado do Sérgio Paulinho, apesar de a maior parte do pessoal apoiar a Discovery...

No dia seguinte, voltámos ao centro a seguir ao almoço para ver o prólogo do Tour. Milhares e milhares de pessoas nas ruas...fizemos o percurso todo do prólogo a pé...vê-los de perto tem piada realmente, e o ambiente era fantástico...eu nem curto ciclismo mas foi fixe, e não é todos os dias que se pode ver o Tour de France...em Londres...Le Grand Départ teve piada, foi pena não vermos o Paulinho a passar...

Depois do Tour fomos directos para Brixton, para a Brixton Academy...zona muuuuuiiittooo pouco aconselhável, mas vale a pena ir à Brixton Academy. Imaginem o Coliseu dos Recreios, mas maior e com o cenário de uma peça de Shakespeare, estilo Romeu e Julieta. Sentem-se como se estivessem no exterior. Fantástico, gostei muito.
Ah, fomos lá para ver Glassjaw que não apareciam em lado de nenhum há anos. Estava cheio, nunca imaginei que houvesse tanta gente a gostar deles...

Tocaram todas as músicas boas dos dois albúns, ainda tocaram duas ou três novas e prometeram o albúm novo para breve. No ínicio, uma experiência nova...não houve banda de apoio, simplesmente um DJ que põs essencialmente NYHC a tocar durante meia-hora / 45 minutos. Pronto, ok...

E neste fim de semana não parámos....Domingo, mais uma visita histórica...histórica porque era a Wembley, histórica porque era para ver Metallica. Impressionante, sou forçado a admitir que me impressiona mais que a Catedral da Luz (desculpa, David!). É enorme, imponente e muito bonito. Senão vejam:

Fomos num metro completamente atolado de gente vestida de preto e de cabelo comprido. Era engraçado ver o ar de espanto das pessoas quando passávamos nas estações. Milhares a rumarem ao estádio. Não encheu por completo, mas tinha muita, muita gente...Mas sou forçado a admitir que concertos em estádios não são para mim...o som...a acústica interior é muito melhor.
Ainda para mais ficámos nas bancadas. O som de Mastodon foi tão mau que eu não consegui perceber as canções que eles estavam a tocar. Depois vieram Machine Head. Melhorou o suficiente para se perceber. Foram ambas actuações curtinhas mas o público já vibrava muito. Isto até virem os H.I.M. Fraquinhos, muito fraquinhos...até o soundcheck de Metallica recebeu mais aplausos que a actuação deles...e eram apupados no fim de todas as canções.
Perto das 20h vieram finalmente os The Four Horsemen e foi o delírio!! Já estava o estádio praticamente cheio. Muito bons, como já tinha visto no Rock In Rio, foi pena eu estar tão longe...o final foi apoteótico, com One e Enter Sandman com pirotecnia...final é como quem diz. Saímos, e quando já estávamos no perímetro do Estádio, ouvimo-los voltar para o Am I Evil e Seek and Destroy...pelo que sei o alinhamento foi igualzinho ao do SBSR, por isso quem os viu em LX não ficou a perder. Mas ainda bem que saímos cedo. Conseguimos apanhar o metro sem grandes confusões!

Desculpem a maçada e o tempo que perderam a "ler" isto tudo (Sim, eu sei que só fizeram scroll down e nem repararam que tinha texto), vou-me esforçar por começar a postar um evento de cada vez, em vez de vários ao mesmo tempo. Até jáaaaaa!!!! (O Jorge Gabriel ainda é vivo??)

Sunday, June 10, 2007

Do 10 de Maio ao 10 de Junho!

Já lá vão uns tempos desde que postei alguma coisa aqui...entretanto já houve mais uns quantos concertos, e aventuras pelo meio.
Dez de Junho...faz hoje exactamente um mês desde o último post!
Que se passou entretanto? A primeira coisa que me ocorre é o concerto de Mad Caddies, em Islington para não variar (Sick Of It All vai ser lá também...). Foi o segundo deles na mesma semana no mesmo sítio e mesmo assim não deixou de estar apinhado. Foi num Sábado do fim-de-semana prolongado, em que tínhamos decidido ir a Brighton mas o tempo esteve tão mau que mal deu para sair de casa. Foi mais um concerto de Mad Caddies, já perdi a conta a quantos foram, o segundo que vi em Londres.
A primeira banda foram os Freefall Felix. São ainda muito novinhos mas têm um som punk/ska que até se suporta. A segunda banda era um trio de surfistas do Hawaii que tocavam apenas com os calções vestidos, os Pepper. Têm qualquer coisa de Sublime. Depois vieram os Mad Caddies e foi a festa do costume . Muito salto, muito empurrão, muita dança. Para ser sincero, já nem me lembro bem.

No fim-de-semana seguinte, se não me falha a memória, fomos com o Rui ao Imperial War Museum. É um museu que tem referências a todas as guerras em que os Britânicos estiveram envolvidos neste século. Obviamente, o que mais piada teve foi o armamento da Segunda Grande Guerra exposto na entrada.
Ficam aqui as duas fotos que ficaram melhor: o P-51 Mustang e o Tanque do Monty.















A outra secção impressionante do museu é a exposição dedicada ao Holocausto que relata, muitas vezes na primeira pessoa, todo o processo desde o ínicio da segregação até à libertação pelas tropas aliadas. Impressionante.
E foi o que de mais significativo ocorreu neste fim-de-semana...
No seguinte, como não esperávamos que o tempo melhorasse decidimos ir visitar o Borough Market (sabem o Lock, Stock and Two Smoking Barrels do Guy Ritchie? É esse). E o quê? Basicamente, é uma praça estilo mercado de Arroios! Onde se vende tudo quanto é género alimentício e também com bancas onde servem refeições. Claro que no meio de toda a multidão lá encontrámos portugueses, como não podia deixar de ser.















Mas a parte que teve piada de encontrar portugueses veio a seguir! Como estava um dia tão bonito, decidimos ir a pé para St. James Park, aproveitar para apanhar um cadito de Sol...quando lá chegámos estava apinhado de gente espalhada pela relva! Mas o que era impressionante e sem necessidade nenhuma, os tipos nem se davam a trabalho de usar um calçanito de praia!Para quê? Se nos podemos deitar na relva e andar a pavonear de slips ou boxers! De facto, não havia necessidade. No meio desta fauna tão peculiar de ingleses espalhados pela relva em cuecas, tivemos o azar de encontrar o Rui! Milhões de pessoas em Londres, dezenas de Parques, e encontramos sempre o Rui! Lá ficámos os três uma horita a relaxar na relva, antes de decidirmos vir para casa ver o jogo da Selecção, e no caminho para casa tirámos aquela que me parece ser a foto mais homofóbica de sempre. Reparem como não temos problemas ao nível do contacto de braços, mas nada de juntar o tronco!! No entanto, passado uns momentos tirámos a foto da esquerda. Porque me olhas com um olhar tão apaixonado Rui? Nunca mais tiro fotos contigo!
No dia seguinte, fui ter com uns colegas a Regent's Park para uma futebolada. Acho que há um ano que não dava um chuto numa bola...fiquei o resto da semana sem me poder mexer...falta de forma...Já lhes prometi que sempre que tenha um Domingo livre apareço por lá para espalhar um pouco de magia pelo relvado!
Deste evento não há fotos...estive demasiado ocupado a tentar acertar na bola...
Daí para este fim-de-semana, foi um saltinho, foram qualquer coisa estilo 7 dias!
De relevante, o concerto de Suicidal Tendencies no Mean Fiddler. Continuam iguais a si próprios, o Mike Muir continuam com as suas danças arrepiantes em palco e a dar secas de meia-hora entre canções acerca nunca se percebe bem do quê! Mas desta vez o final foi diferente. Foi o melhor final de concerto desde que cá estou. No final, chamou toda a gente para o palco para cantar a última música, e enquanto coube pessoal, foi tudo subindo. Foi mais ou menos isto:
















No Domingo, descobrimos que havia festa portuguesa em Kennington Park para festejar o Dez de Junho. O que pensámos nós? Sardinha, Frango Assado, Bifanas, Chouriço Assado e Sumol Laranja! Lá nos pusemos a caminho depois de almoço para uma zona menos famosa de Londres, depois de os nossos dois compatriotas nos terem negado companhia. Saí do Metro em Oval, e a primeira coisa a que cheirou ainda na plataforma, a não sei quantos metros da superfície foi Sardinha Assada! Deve ser a primeira estação de Metro em qualquer parte do Mundo que cheira a sardinha assada mal se sai do comboio! Nem na Avenida ou nos Restauradores a 13 de Junho!
Quando chegámos ao Parque constatámos que a fauna era composta, como não poderia deixar de ser, por espécimes de barba à pintas, camisola da Selecção ou do Benfica, óculo escuro acompanhado pela dama de mini saia e camisola de folhos vermelha e verde e sapatos com saltos de dois andares. Era estilo Feira Popular, barraquinhas de sardinha, frango e bifanas, muita Sagres e Super Bock, carrosséis e rifas!Ah, e concerto com direito a baile, de uma imitadora da Floribella!
Depois de comprarmos uns pães com chouriço e Sumol Laranja, e termos relaxado um pouco na relva a apreciar os espécimes, voltámos para casa com a roupa a cheirar a churrasco.
Para terminar em beleza deixo-vos uma foto de um típico espécime desta espécie de eventos: